Polícia
C�mplice de PM assaltante � preso
O delegado de Marechal Deodoro, Edésio Costa, revelou ontem que Edcarlos José Teles dos Santos, cúmplice do soldado PM Genivaldo Teixeira da Silva, do 4º BPM, no assalto ao Mercadinho Padre Cícero, em Marechal Deodoro, foi reconhecido como sendo um dos marginais que assaltou o Posto Lajero, em Maribondo. Ele teria praticado o roubo no dia 28 de agosto passado, na companhia de outros três assaltantes. Segundo o delegado, a quadrilha do soldado PM Genivaldo é suspeita também de envolvimento em assalto à mão armada no município de Porto Calvo. ?Estou aguardando a vítima para confirmar a informação. No caso de Marechal, as vítimas reconheceram os dois assaltantes no início da semana. Além de Genivaldo, tinham sido presos no último sábado Joelmo Batista Souza dos Santos e Celso Correia de Brito, que foram apresentados à imprensa numa coletiva na Secretaria de Defesa Social. Durante a perseguição, Edcarlos havia conseguido fugir pelo canavial, porém deixou os documentos no veículo que foi abandonado pelo grupo. ?Inclusive, o automóvel é de sua propriedade?, destacou Edésio Costa. PRISÃO DECRETADA Edcarlos Teles foi apresentado por um advogado na Delegacia de Marechal Deodoro, na tarde da última quarta-feira. Ele foi interrogado pelo delegado local e afirmou ter sido envolvido no assalto, pois não sabia que o amigo Genivaldo estava planejando assaltar o mercadinho. Ele garantiu que era do seu conhecimento apenas que o militar e os outros dois homens pretendiam trocar um cheque no Mercadinho Padre Cícero. Edcarlos chegou a se dizer surpreso quando o assalto foi anunciado. Malote de banco Reconhecido por uma das vítimas, ele foi localizado pela Polícia Militar em sua residência, no Loteamento Santa Lúcia, e sua esposa presa com a arma usada no assalto. Ele também acusou o cúmplice, dizendo-se inocente. Porém, quando os policiais revistaram sua casa e encontraram um malote do Banco do Brasil contendo R$ 700,00 em dinheiro. Até hoje, a polícia não sabe de onde o dinheiro foi roubado. Ao concluir o interrogatório, o delegado Edésio Costa informou ao advogado de Edcarlos que ele deveria ficar detido, porque estava com prisão temporária decretada pelo juiz local, Leo Denisson. Na manhã de ontem, o delegado do 5º Distrito, Cícero Rocha, soube da prisão de Edcarlos e revelou que pretende interrogá-lo novamente sobre seu envolvimento numa chacina ocorrida no Conjunto Salvador Lyra. Segundo o delegado, Edcarlos participou da confusão promovida pelas vítimas num churrasquinho no Conjunto Graciliano Ramos. Na briga, Edcarlos recebeu um soco e chegou a cair. Ao se levantar, o acusado tentou ir buscar uma arma no carro, mas foi impedido por uma das mulheres que estavam com ele. Ainda no local, o cúmplice do PM Genivaldo teria jurado vingança.