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Pol�cia ainda sem pistas de encapuzados

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| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - O vendedor autônomo Claudemir Barbosa da Silva (21), baleado durante invasão de dois encapuzados a uma residência no Conjunto Frei Damião, periferia de Arapiraca, continua internado em ?estado gravíssimo? na Unidade de Emergência do Agreste. A polícia não tem pistas dos autores dos disparos, mas investiga a hipótese de tentativa de crime motivada por questões amorosas. Parentes de Claudemir, que pediram para não se identificar, acreditam que a tentativa de homicídio pode ter ligação com um antigo relacionamento entre a vítima e uma senhora que reside na periferia de Arapiraca. Momentos antes dos disparos, Claudemir se divertia à mesa de um bar com um grupo de amigos, dentre os quais estaria Aparecida Dionísio, proprietária da casa invadida pelos encapuzados. Questionada ontem pela manhã, Aparecida Dionísio - também ferida à bala - justificou que Claudemir apenas visitava seu genro. ?Não tenho idéia do que pode ter provocado a invasão e os disparos no Claudemir?, explicou-se Aparecida Dionísio, ferida com um tiro na mão e outro de raspão no tórax. ### Após atentado, prefeitura manda iluminar conjunto A residência de Aparecida Dionísio foi invadida por dois homens encapuzados na noite da última quinta-feira. O objetivo dos assaltantes era matar Claudemir Barbosa da Silva. Ele foi atingido por diversos disparos, ?cuspiu muito sangue?, e está internado em estado gravíssimo, na Unidade de Emergência do Agreste, segundo informações do Serviço Social do hospital. Reclamações Dois dias depois da ação dos encapuzados - que também mataram o evangélico Alan José Alves da Silva (25) - o clima ainda era de intranqüilidade no conjunto Frei Damião, um dos mais carentes de Arapiraca. ?A escuridão é medonha durante a noite. Faltam lâmpadas nos postes?, reclamava Maria de Souza Silva, residente no local. Ontem pela manhã, o secretário de Iluminação do município, Josenildo Sousa, visitou a comunidade e determinou, a partir de segunda-feira, a realização de estudo técnico para reposição de luminárias com proteção para lâmpadas que, segundo denúncias, usualmente são destruídas pela ação de vândalos. A comunidade também solicitou um encontro com o comando da Polícia Militar para discutir a implantação de um posto policial na localidade. |MM

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