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Delegado ter� de comprovar den�ncias

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REGINA CARVALHO CARLA SERQUEIRA Repórteres O delegado Denisson Albuquerque, do 10º Distrito Policial, terá de se explicar sobre denúncias feitas contra a cúpula da Secretaria de Defesa Social, durante entrevista à Gazeta, publicada no último domingo. Hoje ele será ouvido pelo diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, e pela Corregedoria Geral. Lisboa disse que não se sentiu ofendido com as declarações do delegado. ?Foi ele quem deu um atestado de preguiçoso. Não quero polemizar sobre isso. A raiva dele é porque está indo para um local onde terá que trabalhar mais?, declarou, referindo-se ao remanejamento de Denisson Albuquerque da Delegacia Especializada de Investigações e Capturas (Deic) para o 10º DP, onde 400 inquéritos estavam parados. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, também foi alvo de críticas na mesma publicação. ?Robervaldo Davino?, disse Denisson na entrevista, ?quer que as pessoas sejam submissas a ele e eu não sou. Faço o meu trabalho?. Procurado pela Gazeta ontem, o secretário preferiu não comentar as declarações do delegado. ?Não vou mais polemizar com ele?, limitou-se a dizer Davino. De acordo com Roberto Lisboa, Denisson Albuquerque foi colocado para fazer a escolta do ex-tenente-coronel Cavalcante porque era uma incubência de sua delegacia, no caso a Deic. ?Essa delegacia tem obrigação de fazer a remoção. Ele [Denisson] queria até que a secretaria conseguisse um avião fretado. Eu disse que era um absurdo?, contou Lisboa. O diretor afirmou também que não existe perseguição e que as mudanças de titulares das delegacias acontecem quando a cúpula da Secretaria de Defesa Social acompanha e entende que deve haver o remanejamento. ?A remoção de delegados é um processo administrativo normal?, acrescentou. O delegado Denisson Albuquerque discorda. ?Não existe rodízio de praxe. Tem delegado que nunca foi transferido. Se houve substituição, algum motivo forte teve?, disse ele, ontem. Sobre as despesas que o próprio Denisson disse ter pago em Pernambuco com a transferência de Cavalcante, Lisboa informou que o delegado nunca procurou o ressarcimento. ?Ele nunca nos procurou para receber o que gastou. Foi atrás da imprensa?. A utilização de recursos próprios para aquisição de material de limpeza do 10º DP também foi criticada pelo diretor-geral. ?Ele deveria, ao chegar lá e constatar que a delegacia estava precisando, procurar o setor de serviços gerais da secretaria e comunicar o problema?, rebateu Lisboa. Denisson Albuquerque revelou ter recebido vários telefonemas de policiais em apoio às declarações que fez. ?Ele [Roberto Lisboa] não agrediu somente o Denisson delegado, mas os policiais que trabalham comigo e aqueles que acompanham a minha carreira?, desabafou, sem querer dizer quais pessoas manifestaram solidariedade. ?Quando se está no poder?, continuou Denisson, ?não se admite críticas; mas nós não estamos numa ditaduta, vivemos o estado de direito. Respeito não se impõe, se adquire. Tudo o que eu disse é verdade. Não agredi ninguém, eu é que fui agredido?, finalizou, sugerindo uma intervenção na cúpula da polícia alagoana. ?Tem muitos nomes aí, nomes bons, homens competentes. A polícia hoje está dividida e isso não é bom. A violência está crescendo e precisamos de alguém para dar uma alavancada na corporação?, afirmou, garantindo que o ?nome? não seria o dele.

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