Polícia
Deputado volta a cobrar pris�o de primo
BLEINE OLIVEIRA Repórter O deputado estadual Cícero Ferro (PMDB) voltou a cobrar, ontem, ações da polícia para cumprir os mandados de prisão da Justiça contra as oito pessoas acusadas pelo atentado que quase lhe tirou a vida, há pouco mais de um ano e meio. ?Ou eles estão bem escondidos ou é falta de interesse da polícia?, disse o parlamentar, que depôs na Justiça, na última terça-feira, 20, sobre o atentado. Ouvido pelo juiz Claudemiro Avelino de Souza, da comarca de Cacimbinhas, no interior alagoano, Cícero Ferro repetiu as mesmas informações que deu logo depois de sair do hospital. O parlamentar sobreviveu a uma tentativa de assassinato em janeiro de 2004, quando, segundo ele, mais de 200 tiros foram deflagrados contra a caminhonete que o conduzia. Ele se dirigia a uma chácara de sua propriedade, na zona rural do município de Minador do Negrão, quando foi surpreendido numa emboscada. O deputado foi atingido na boca, no tronco, nos braços e nas pernas. BRIGA EM FAMÍLIA No encontro com o juiz Claudemiro Avelino, Cícero Ferro reafirmou a acusação de que seu primo, José Nilton Cardoso Ferro, e outras sete pessoas foram os autores dos disparos. Naquele momento, o deputado estava em companhia de José Maria Ferro, que também foi ouvido ontem pelo juiz de Cacimbinhas. Na mesma audiência foram ouvidas duas testemunhas do crime. O deputado Cícero Ferro lembrou que os oito acusados continuam foragidos, sem que a polícia consiga cumprir o mandado de prisão. ?Como se escondem em Alagoas, cuidam de suas fazendas, correm vaquejada e ninguém sabe onde estão??- indaga o parlamentar. Segundo ele, que ainda deverá se submeter a algumas cirurgias, entre elas implantes dentários e a retirada de uma peça de platina na perna esquerda, os acusados não estão em Minador do Negrão. SEGUINDO PISTAS O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, negou que haja desinteresse na captura de José Nilton Cardoso, de seus três filhos (Wagner, Wanderley e Waldeck), de seu sobrinho, Jackson Cardoso, e de Aldair, Cícero Costa e Moacir, que estão com prisão decretada. ?Continuamos trabalhando, até fora do Estado. Mas ainda não tivemos êxito?, afirma Lisboa. O delegado revela ainda que pediu autorização judicial para ações de inteligência, mas como o pedido foi indeferido tem que trabalhar seguindo pistas.