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Delegado pede a pris�o de acusado

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O delegado do 9º Distrito, Antônio Monteiro de Souza Filho, vai solicitar a prisão temporária do pedreiro, identificado apenas por Carlos, acusado de matar, por asfixia, sua ex-amante, Patrícia Maria da Silva, 22. A vítima foi encontrada morta dentro de um dos quartos do Motel Havaí, no Feitosa, na tarde de quinta-feira (dia 15). A polícia pretende fazer a qualificação indireta (identificação) e encaminhar o pedido de prisão à Justiça, visto que ele está na condição de foragido. A identificação do suspeito ocorreu na manhã da última terça-feira, quando policiais sob o comando do chefe do setor de operação da distrital, policial Carlos Caetano Alves, estiveram no município de Messias, onde a família da vítima reside. O padrasto, Nivaldo Agrício Ataíde, e a irmã, Adriana da Silva, revelaram que a vítima estava separada e vinha sendo ameaçada pelo ex-amante. Ouvida pelo delegado Antônio Monteiro, a mãe de Patrícia, Maria Cícera da Silva, confirmou as ameaças que a filha passou a sofrer por ter abandonado Carlos que, a partir da separação, estava residindo no município de Rio Largo. Separação Ela destacou que Patrícia decidiu se separar do companheiro porque estava sendo maltratada. Vivia presa em casa, quase em cárcere privado. Ainda por cima, Carlos costumava agredi-la sempre que ficava com ciúmes. As brigas eram constantes, alegou Maria Cícera. Segundo o delegado, após o depoimento da mãe da vítima, os policiais da Delegacia do 9º Distrito viajaram para Rio Largo, onde localizaram o pai do acusado, um cidadão conhecido como ?Vereador?, que tem um parque de diversões. ?Vereador?, informou o delegado, teria revelado que o filho não estava em casa e que estava comprometido com um cidadão em outra cidade, onde construía uma casa. ?Com os dados que serão fornecidos pela família, nós poderemos fazer a qualificação indireta e solicitar à Justiça sua prisão temporária?, destacou o delegado. Antônio Monteiro declarou também que aguarda a liberação do exame de corpo de delito para saber a causa da morte de Patrícia. No entanto, foi informado por funcionários do IML de Maceió que ela teria sido assassinada por asfixia mecânica, ou seja, sufocada ou estrangulada. O delegado tomou conhecimento porém, de que não havia sinais de violência visíveis no pescoço da vítima e que existia uma toalha molhada no quarto. É provável, como presumiram os peritos do Instituto de Criminalística, que ela tenha sido sufocada pelo ex-amante. |EF

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