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Pol�cia apura golpe de falsos seq�estros

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REGINA CARVALHO Repórter O 2º Distrito Policial (DP) registrou somente esta semana seis casos de denúncia sobre supostos seqüestros, que estariam sendo tramados por um grupo criminoso que atua também no sudeste do País. O bando segue um modo de operação similar em Alagoas. De acordo com o agente policial do 2º DP, Josivaldo Rodrigues, normalmente o grupo liga para uma residência, anuncia que tem em seu poder uma pessoa e estipula valor para o pagamento de resgate. ?Tudo não passa de armação, já que o seqüestro não foi consumado?, adianta Rodrigues. Seqüestro O mais recente caso registrado pela polícia aconteceu na manhã de ontem. Uma senhora, de nome não revelado, procurou o 2º Distrito Policial na Jatiúca e contou que um homem ligou para sua residência, perguntou o nome do seu filho e informou que ele havia sofrido um acidente de carro. Em seguida, o homem anunciou que na verdade se tratava de um seqüestro. Desesperada, a senhora ligou para os dois filhos e o marido e confirmou que seu filho não tinha sido seqüestrado. Um homem, com sotaque carioca, fez uma segunda ligação, mas dessa vez quem atendeu foi o próprio filho. Ao perceber que o golpe teria sido descoberto e sem conseguir fechar o valor do suposto seqüestro, ele desligou o telefone. ?O suposto seqüestrador chegou a dizer que sabia que o filho dela tinha um carro. Ou seja, conhecia o padrão de vida dessas pessoas?, ressaltou Rodrigues. Por pouco, parentes do funcionário do Tribunal de Contas e ex-árbitro de futebol Pedro Rufino não pagaram R$ 5 mil por seu resgate, na última quarta-feira. ?Ligaram para a casa da minha cunhada e uma menina que a minha família adotou atendeu o telefone. Perguntaram o nome do pai dela e ela disse meu nome?, explicou Pedro Rufino. Dez minutos depois, os seqüestradores ligaram novamente e conversaram com Suzete Lima Felipe, cunhada de Rufino, anunciando um seqüestro relâmpago. Ela garantiu que iria vender uma casa para conseguir o dinheiro. Nervosa, desligou o telefone e saiu desesperada em busca de ajuda. ?De outra residência, ela resolveu ligar para mim e constatar que eu estava no trabalho e não tinha sido seqüestrado?, completou Rufino. ### Família passa duas horas em desespero pelo telefone De acordo com Pedro Rufino, foram duas horas de angústia, do momento do primeiro contato até a confirmação de que o cunhado não havia sido seqüestrado. Enquanto conversava com o suposto seqüestrador, ele fazia ameaças. ?Diziam para minha cunhada ?vou dar nele? e ela ouvia os gritos. Foi uma situação terrível. Desesperadora?, contou Pedro Rufino, confirmando que os homens tinham sotaque carioca. Abordagem No mesmo dia da abordagem aos parentes de Rufino, um novo registro foi feito na Central Integrada de Polícia de Atendimento ao Cidadão (CIAPC III). O engenheiro e arquiteto Cláudio Gonzaga Bastos denunciou que ligaram para a sua residência e pediram o telefone de um dos seus filhos, Hugo. De posse do número do celular, ligaram para Hugo e disseram que o pai dele tinha sofrido um acidente de carro e, em seguida, anunciaram a farsa de que o engenheiro havia sido seqüestrado e ainda exigiram R$ 50 mil, que deveriam ser depositados numa agência do banco Bradesco. Chamado do Rio O número que ficou registrado no aparelho foi repassado ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, que confirmou que a ligação foi originada no Rio de Janeiro, provavelmente de um presídio. O agente policial Josivaldo Rodrigues relatou que os seqüestradores também costumam pedir créditos para telefone celular e negociar o valor para o resgate. ?Por sorte as pessoas ligam para aquelas que supostamente teriam sido seqüestradas e constatam que tudo era um golpe. Estamos investigando o caso e alertando as pessoas para que fiquem calmas e que confirmem com seus parentes?, informou Rodrigues. Ele também sugere que familiares não passsem de forma alguma o número de parentes a desconhecidos pelo telefone, um procedimento já considerado normal. |RC

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