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Pol�cia e governo divergem sobre greve

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O atendimento nas delegacias da capital e do interior começa a causar dor de cabeça para a população, por causa da greve dos policiais civis, iniciada na semana passada. Apenas flagrantes estão sendo realizados pelos poucos policiais que ainda comparecem às delegacias. A estratégia de suspender os serviços é do comando da paralisação. De acordo com o Sindicato dos Policias Civis de Alagoas (Sindpol), em todo o Estado a categoria reúne pouco mais de dois mil policiais. Ontem, eles fizeram uma avaliação do movimento e decidiram manter os braços cruzados. Nos discursos das lideranças da categoria, ficou claro o interesse de continuar pressionando o governo. Pela manhã, os policiais fizeram um ato público em frente ao Palácio dos Martírios. Os manifestantes denunciaram que o governo abandonou as negociações, quando insiste em não receber o comando grevista para um diálogo. Para o presidente do Sindpol, Carlos Jorge, cidades estratégicas estão com os serviços suspensos. ?O movimento está forte em Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo e São Miguel dos Campos. Estamos com as delegacias paradas?, assegura o sindicalista. Outro lado O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, alertou para o fato de que os policiais grevistas têm que obedecer à Constituição, e garantir pelo menos 30% do movimento e dos serviços. ?A população não pode ficar à mercê de grevistas?, afirmou. Lisboa afirmou que não tem notado a mobilização apontada pelos líderes do movimento. Tanto que não existe nenhum esquema especial para o atendimento nas delegacias que, segundo ele, funcionaram normalmente ontem, pelo menos as delegacias de Plantão, as Deplans 1,2 e 3. ?Até agora, segundo informações que temos, a paralisação não atingiu a categoria. O pessoal está trabalhando?, afirmou Lisboa. Ele considerou a greve precipitada. ?Acho que não cabia só porque não aconteceu a reunião com o governo como eles queriam?, observou Lisboa. Para a categoria, entretanto, o governo deve o pagamento do adicional noturno, a data-base e o fim da diferença salarial, em relação aos policiais da Operação Litorânea (Oplit). Um policial em início de carreira recebe R$ 950, enquanto um integrante da Oplit R$ 1.330. O último nível salarial para os não-especializados é R$ 1.440. Já os especializados recebem R$ 2.022. Hoje, será realizado, às 7h, um piquete no setor de abastecimento da PC.

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