Polícia
Diretor da Pol�cia diz que greve � ilegal
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Como era previsível, governo e sindicalistas divergem totalmente quanto ao alcance da greve da Polícia Civil de Alagoas, deflagrada na última quinta-feira, 22. Enquanto o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) diz que a adesão é total, o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, refuta a informação e garante que o trabalho está sendo realizado normalmente ?apesar de algumas alterações? na rotina das delegacias. Lisboa ressalta, ainda, que a negociação das reivindicações apresentada pelo Sindpol é atribuição do governo. ?Como o governador está viajando, temos de esperar sua volta?, disse, ressaltando que, no seu entendimento, nem todos os itens da pauta estão corretamente apresentados. ?Não entro no mérito se a greve é justa ou não, mas certamente é ilegal?, afirmou o delegado Roberto Lisboa. Segundo ele, a paralisação é inexpressiva e traz um sério risco para a própria categoria. Ao revelar que o movimento iniciado pelo Sindpol redobrou o trabalho da Polícia Militar, Roberto Lisboa afirmou que, com mais militares nas ruas, ?a população pode sentir que a Polícia Civil não faz falta?. BOMBA FECHADA Ontem, o comando de greve decidiu fechar a bomba de combustível que abastece as viaturas, instalada na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), no bairro do Jacintinho. Segundo o Sindpol, não houve qualquer resistência. Ao contrário, numa nota distribuída ontem, a entidade afirma que os policiais aderiram à paralisação. O diretor de planejamento do Sindpol, José Carlos Fernandes, garante que a paralisação é quase total tanto na capital quanto no interior. Os agentes só estão trabalhando nos casos de flagrante. Investigação e Termo de Ocorrência (TCO) estão, segundo ele, suspensos. Manifestações Em assembléia realizada ontem, os grevistas decidiram promover manifestações no quiosque da Operação Litorânea (Oplit), na Ponta Verde, e na sede do Tático Integrado de Grupamento e Resgate (Tigre). Segundo o Sindpol, os policiais do Tigre recebem, em média, 40% a mais de salário que os policiais nas delegacias. O ato público na Oplit está marcado para as 8h de hoje. Já a ida ao Tigre ocorrerá amanhã, em horário não divulgado. A categoria reivindica equiparação salarial, pagamento de adicionais noturnos e que o governo respeite o mês de agosto como data-base para negociação salarial.