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Pol�cia Civil investiga morte em f�brica

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| REGINA CARVALHO Repórter A Polícia Civil analisa duas linhas de investigação para a morte de Fábio Júnior dos Santos, 26 anos, na última quinta-feira, em Chã do Pilar. As hipóteses de homicídio culposo ou acidente de trabalho serão apuradas pela delegada municipal Paula Francinete. A vítima foi atingida pela tampa de aproximadamente 250 quilos de uma caldeira da empresa Kokito, teve lesões por todo o corpo e morte instantânea. Testemunhas relataram à família que houve uma explosão antes de o funcionário ser atingido fatalmente pelo objeto. Fábio receberia seu primeiro salário no novo emprego no próximo dia 5 e estava feliz porque sua carteira profissional seria assinada nos próximos dias. Ele trabalhava retirando a polpa do coco para extração do leite. Para a família, a morte de Fábio ainda não foi bem explicada. ?Soubemos que a tampa da caldeira saiu do lugar e acabou atingindo ele. Mas não sabemos como tudo aconteceu?, contou o irmão da vítima, Sílvio dos Santos Silva. A polícia apura se um dos lacres da caldeira não teria se rompido ou mesmo sido colocado indevidamente no lugar, o que teria provocado o deslocamento da tampa. ### Empresa se cala; família quer explicação A reportagem da Gazeta procurou a empresa Kokito. Um dos responsáveis foi encontrado, mas não quis se identificar. ?Não tenho nada a declarar. Estou emocionado, acabei de vir do velório?, disse. A polícia confirmou que o nome dele seria José Maria de Azevedo. Segundo parentes de Fábio, a empresa foi aberta em Chã do Pilar há apenas dois meses e pertence a um grupo paulista. ?Vou pedir para o dono me receber. Meu filho era um menino pobre, mas que sempre cumpriu com os seus deveres?, declarou o trabalhador rural Antônio Silva, pai de Fábio Júnior. A vítima tinha três filhos e antes trabalhava numa usina, como cortador de cana. ?Ele era um bom filho?, resumiu Marilene Martins dos Santos, mãe de Fábio. Ainda emocionada, ela fala que seu filho estava ansioso para receber seu salário. ?Ele trabalhava há menos de um mês nessa empresa e estava feliz porque o serviço era perto de casa e teria a carteira assinada?, conta a dona-de-casa. Fábio foi enterrado ontem, em Pilar. O inquérito policial deve ser instaurado na próxima segunda-feira.|RC

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