Polícia
Acusado de morte pode deixar pris�o
| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - O advogado João Luiz de Araújo afirmou ontem que aguarda para hoje a decisão do juiz da Comarca de Cacimbinhas, Claudemiro Avelino, com a finalidade de acatar ou não pedido de revogação da prisão temporária de seu cliente, Laércio Moraes da Silva, o ?Bacalhau?. Ele é apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito da morte de José Tarcizo Amorim, ex-assessor da Prefeitura de Dois Riachos fuzilado com oito tiros na noite do dia 6 de setembro. ?Não há provas consistentes de que meu cliente é autor deste crime?, diz o advogado. Laércio Moraes, Ubiniel Alves Florêncio e Manoel Pereira da Silva tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz de Cacimbinhas com base em pedido do delegado regional Rosivaldo Vilar, responsável pela investigação da morte do ex-assessor do prefeito Jailton Matias (PTB). Para o advogado José Luiz Araújo, seu cliente ?tem álibis? para provar que ?cuidava de afazeres particulares? no momento do crime. No último domingo, a Gazeta publicou reportagem sobre a morte do ex-chefe da contabilidade da Prefeitura de Dois Riachos. Josete Amorim, viúva de Tarcizo Amorim, revelou que seu esposo sempre dizia estar ?na lista de morte do Bacalhau?, com quem teria se desentendido um ano atrás. ?Bacalhau sempre acusou meu esposo de ser o responsável pela prisão dele. Isso aconteceu em setembro de 2004, quando ele [Bacalhau] foi flagrado com arma de fogo no centro da cidade?, disse Josete Amorim. Embora haja indícios contra Laércio Moraes, seu advogado sustenta a tese de que o crime não tem autoria até hoje. ?A polícia não tem elementos suficientes para sustentar essa prisão temporária?, afirma João Araújo.