Polícia
Pol�cia e estudantes entram em choque
MARCOS RODRIGUES Repórter Uma cena lamentável de violência, tanto por parte da Polícia Militar como dos estudantes, marcou ontem a tentativa de invasão da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (Uesa), no Cepa. Enquanto a PM usou cassetetes e bombas de gás lacrimogênio para afastar os grupos rivais, estudantes jogavam pedras - uma delas chegou a atingir um profissional de imprensa, que foi hospitalizado. De acordo com a atual direção da Uesa, a entidade foi invadida por estudantes ligados ao Partido Comunista Revolucionário (PCR). Ao ser impedido pela polícia o grupo iniciou uma série de agressões aos policiais com paus e pedras. Dois PMs ficaram levemente feridos, além do radialista Bastista Filho, que realizava a cobertura do protesto. Até o capitão PM Casado, do Núcleo de Gerenciamento de Crises da PM, foi atingido com um soco na barriga e pontapés. ?Já havíamos iniciado a negociação, mas o grupo não aceitava sequer conversar?, disse o capitão, sem entender o porquê de tanta violência. A agressão aos colegas acabou causando uma reação violenta dos policiais. O confronto, na frente da entidade, fechou o trânsito na Fernandes Lima e só foi controlado com a ação dos homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A polícia identificou alguns dos estudantes apontados como agressores. Todos foram ouvidos na Delegacia de Plantão. Resistência Os estudantes organizaram o protesto a partir do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa) e seguiram em direção à sede da Uesa, em frente à unidade de ensino. O grupo queria destituir a direção e tomar conta da entidade, apenas com a pressão. Mas os dirigentes, que ainda estão no controle da entidade, chamaram a polícia, que chegou com o objetivo de mediar uma conversa com as duas partes em disputa. Segundo os policiais, os estudantes ligados ao PCR não aceitaram nenhuma das propostas de diálogo, formaram uma barreira de mãos dadas e foram avançando em direção aos policiais. Como o grupo que havia chegado ao local não obteve sucesso, o Bope foi chamado. ?Quando chegamos fomos recebidos a pedradas, então partimos para afastar os estudantes e proteger os policiais que estavam sendo pressionados?, explicou o capitão Queiroz, do Bope. Os estudantes conseguiram as pedras no canteiro em obras localizado em frente à sede da entidade. Parte do material foi apreendida pela polícia como prova do inquérito que será instaurado para apurar o confronto. Os estudantes ligados ao PCR realizaram um congresso no mês passado, no qual decidiram desitituir a atual direção da Uesa. Ontem decidiram fazê-lo à força.