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Nº 5717
Polícia

Patriota: pres�dios est�o sob dom�nio dos agentes

A reunião extraordinária do Conselho Estadual de Segurança e Justiça para discutir soluções para os problemas do sistema prisional do Estado acabou num bate-boca entre o secretário de Justiça e Cidadania, Tutmés Airan, e o vice-presidente do Conselho Est

Por | Edição do dia 11/05/2002 - Matéria atualizada em 11/05/2002 às 00h00

A reunião extraordinária do Conselho Estadual de Segurança e Justiça para discutir soluções para os problemas do sistema prisional do Estado acabou num bate-boca entre o secretário de Justiça e Cidadania, Tutmés Airan, e o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Everaldo Patriota. A discussão começou depois que Patriota fez críticas aos dados apresentados por Tutmés sobre a situação dos presídios. Segundo Patriota, a realidade apresentada pela prestação de contas feita pelo secretário era totalmente diferente da encontrada nos presídios e a relatada pela imprensa. “O sistema penitenciário do Estado enfrenta dois problemas: crise de autoridade e gerenciamento”, denunciou Patriota. “Quem de fato administra o sistema penitenciário são os agentes, um sistema onde a corrupção grassa”. Afirmando está falando em nome do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Patriota cobrou a instalação de um procedimento para apurar o processo de construção do presídio de segurança máxima Baldomero Cavalcanti. Pediu ainda informações sobre a punição administrativa e penal dos agentes envolvidos na fuga de presos. O secretário de Justiça, Tutmés Airan, considerou as críticas feitas por Patriota como pessoais e de caráter político partidário. Ele explicou que todos os agentes penitenciários envolvidos em irregularidades foram demitidos, já que como prestadores de serviços eles não podem responder a sindicâncias. Garantiu ainda que a responsabilização penal dos agentes está sendo conduzida pela polícia. Tutmés ressaltou que crises no sistema penitenciário existem em todo o País. Mas, lembrou que o índice de fugas registrado nos presídios alagoanos é bem menor do que a média nacional de 3,5%. Em 2001, entre os 1.270 presos foram registradas 33 fugas, com 10 sendo recapturados. Entre as medidas que serão tomadas para impedir novas fugas, segundo o secretário, está a construção de um fosso e de novas guaritas; destruição do canal pluvial do Baldomero Cavalcanti; concretagem das bacias sanitárias; criação da Cavalaria do sistema prisional e compra de holofotes, entre outras. Tutmés anunciou que até agosto serão inaugurados dois novos presídios em Alagoas: em Maceió e Arapiraca. O de segurança média da Capital, com capacidade para 340 detentos, vai atender aos que se encontram hoje no São Leonardo. O de Arapiraca terá capacidade para 14 presos.

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