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Carro bate em �nibus e mata radialista

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| EDNELSON FEITOSA Repórter São Miguel dos Campos - O jornalista e radialista Álvaro Luís Soares Tojal, 43, morreu na noite da última terça-feira, vítima de acidente de trânsito. O veículo que ele dirigia, um Fiesta vermelho, placa MVE 9488/AL, ?sobrou? numa curva da Rodovia AL-220, em São Miguel dos Campos, batendo de frente com o ônibus da Empresa Três Irmãos, placa LAJ 1369/RJ, que fazia o transporte de estudantes. A colisão ocorreu às 22h30, quando Álvaro Tojal retornava de um evento no município para Maceió. Ele sofreu ferimentos em diversas partes do corpo e morreu no local, segundo soldados do resgate do Corpo de Bombeiros. No ônibus, ninguém ficou ferido. O motorista da Empresa Três Irmãos, identificado pela polícia apenas como Flávio, será intimado a prestar depoimento à polícia, ainda hoje. Álvaro Tojal era filho do também radialista e professor Luís Plácido Tojal, já falecido, e da professora Aidé Soares Tojal. Era solteiro e não deixou filhos. Para o jornalista Ricardo Coelho, delegado regional do Trabalho e cunhado de Álvaro, a morte do radialista é uma perda irreparável para a família e para o rádio alagoano. ?Como seu pai, ele fazia história. Vai deixar um grande vazio?, afirmou Coelho. Atualmente, Tojal trabalhava no programa Hoje é Dia de Praia, da Rádio Gazeta, e no Instituto Zumbi dos Palmares. Também fazia assessoria de imprensa para a Prefeitura Municipal da Barra de São Miguel. Versátil, Tojal editou a maioria dos jornais de lazer e turismo em Maceió. O corpo do jornalista chegou às 3h30 ao IML, foi necropsiado e liberado para sepultamento, que ocorreu às 16 horas de ontem, no Cemitério Parque das Flores, no Tabuleiro do Martins. Última homenagem Durante todo o dia, companheiros de trabalho e amigos do setor de comunicação no Estado compareceram ao Parque das Flores para prestar homenagem a um amigo que, para muitos, era considerado ?uma criança?, incapaz de cometer maldades. Pessoas acostumadas a se expressar em qualquer tipo de ocasião permaneciam caladas ao lado do caixão do amigo vascaíno. O radialista Manoel Neri destacava: ?perdemos um amigo. Estamos de luto e eu estou sem palavras?. César Pita, Marcos Guimarães, Edmilson Teixeira, integrantes de um grupo de radialistas que atuou por muito tempo com Álvaro, resumiram sua morte. ?Não entendo como um acidente tão grave ocorreu com uma pessoa que não era dada a dirigir em alta velocidade, participar de bebedeiras. Ele era um trabalhador. Gostava do que fazia e fazia bem?, destacou César Pita. As versões mais consistentes são de que ele cochilou ou mesmo se descuidou do volante por causa do celular e ?sobrou?, trocando de pista e indo bater no ônibus já na contramão. São hipóteses que estão sendo analisadas pela polícia.

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