Polícia
Nova rebeli�o em pres�dio superlotado
| EDNELSON FEITOSA Repórter Os detentos do módulo G-7 do Presídio Cirydião Durval, no Tabuleiro do Martins, se rebelaram, na manhã de ontem. Eles destruíram móveis das celas, grades, queimaram colchões e tentaram queimar vivo um dos detentos. ?Quando entrei, um preso estava amarrado à cama e eles tentavam incendiar o colchão?, revelou o diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), coronel Cícero Tavares. Segundo ele, passava das 8 horas, quando os 21 presos do G-7 iniciaram o quebra-quebra. Eles espancaram quatro companheiros, que não tiveram suas identidades reveladas, e exigiam a presença do diretor. O coronel Cícero Tavares reuniu um grupo de agentes penitenciários e invadiu o local para sufocar o levante. Ele também solicitou a presença de policiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) e um negociador do Grupo de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar. O receio do diretor do Desipe era que o motim passasse para os outros módulos. Hoje, o Cirydião Durval está superlotado: tem mais de 550 presos, quase o dobro de sua capacidade. ?Foi preciso explodir uma bomba de efeito moral para conter o problema, mas eles insistiam em manter a rebelião?, disse. A presença de guardas e de dirigentes do sistema penitenciário fez cessar a violência dentro do módulo, mas eles continuaram agitados. Segundo o coronel PM Adilson Bispo, do Grupo de Gerenciamento de Crises da PM, a rebelião ocorreu no mesmo módulo onde três detentos haviam fugido no último fim de semana. Ele declarou ter encontrado quatro presos feridos levemente e ouviu uma série de denúncias contra a direção do presídio. O coronel destacou que os presidiários reclamam assistência jurídica, pois são presos sub judice, alguns, inclusive, com direito de deixar o presídio. ?A direção se colocou à disposição para discutir os problema com o juiz das Execuções?, adiantou. Os detentos reclamam também de problemas de relacionamento que resultam em desentendimentos e troca de agressões; inclusive, com ameaças de morte recíprocas. Eles também acusam guardas por espancamento e castigos desnecessários. ?As denúncias foram encaminhadas ao diretor do Desipe?, informou o oficial da PM. O diretor do Desipe, Cícero Tavares, garantiu que as denúncias serão apuradas, principalmente quanto às supostas agressões. Os 21 presos foram transferidos do módulo, que ficou destruído.