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Empres�rio da noite continua foragido

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O radialista e empresário da noite Dênis Gonçalves de Melo continua foragido. Ele é acusado de ser o mentor da ?máfia da prostituição?, além de formação de quadrilha, rufianismo, tráfico interno de mulheres e exploração da atividade sexual. O sumiço do empresário somente aumentou as especulações sobre as imagens que teria gravado nos quartos de uma de suas boates, além da agenda que mantinha com contato de clientes. Entre os clientes vips de uma das boates, localizada na Rua Uruguai, em Jaraguá, estariam jogadores da seleção brasileira e integrantes da comissão técnica, que teriam aproveitado o único dia de folga quando estiveram em Maceió, em outubro do ano passado, para se divertir no local. Segundo a delegada Fabiana Leão, o material apreendido nas boates do empresário - o Beco?s e Uruguai 209 -, não será periciado nesta fase do processo. ?Estamos reunindo elementos para robustecer o inquérito policial. A análise contábil e das fitas apreendidas será uma tarefa da Justiça?, disse Fabiana. EM CRISE Durante todo o dia de ontem as delegadas que cuidam do caso aguardaram a apresentação de Dênis Melo. Mas, segundo o seu advogado, Darlan Matias, o empresário não iria comparecer por apresentar uma crise de hipertensão. Ele não revelou detalhes sobre o paradeiro de seu cliente. Ontem, foram indiciadas onze pessoas. Destas, três já se econtram presas: Girlene Maria dos Santos (mulher e sócia de Dênis) e os funcionários Josué Vieira de Lima e Jackson da Silva Darlan, que também defende a esposa do empresário, foi informado que ela responderá por um novo crime, por usar nome falso. ?Tinhamos uma dúvida e ela confirmou que usava o nome de Gerlane para a manutenção dos negócios. Foi com o nome falso que ela abriu as empresas?, confirmou a delegada Fabiana Falcão, pouco antes de ouvir mais testemunhas. No período da manhã a movimentação na Delegacia das Mulheres foi de parentes dos funcionários das boates presos. Mas também compareceram ao local algumas das garotas que trabalhavam nos estabelecimentos de Dênis Melo. ?Não sei de nada. Trabalhava para ganhar dinheiro. Se me perguntarem sobre máfia, não sei nem o que é isso?, comentou uma das garotas, sem querer se identificar. Todas foram ouvidas no inquérito, na condição de testemunhas. O objetivo da delegada era confirmar a atividade de prostituição desenvolvida pelo ?Rei da Noite?. ### Dono da Cocktail Club e da Xalaco's também é indiciado A polícia também indiciou, ontem, na Delegacia das Mulheres, o empresário Francisco Geraldo dos Santos, proprietário das boates Cocktail Clube, localizada em Cruz das Almas, e Xalaco?s no Jacintinho. Ele não compareceu à delegacia, mas responderá pelos mesmos crimes que são atribuídos ao colega do ramo, o radialista Dênis Melo. Além de Francisco, também foi indiciado o advogado José Carlos Ângelo, acusado de envolvimento no esquema de funcionamento das boates. Segundo a delegada, o advogado dava o caráter legal e respondia pela parte jurídica dos estabelecimentos. Demonstrando nervosismo, José Carlos deixou o prédio da delegacia sem falar com a imprensa e sem dar atenção aos funcionários das boates, levados por ele para prestar depoimento. A saída do advogado deixou a mãe de um dos detidos abalada. ?Será que meu filho vai ficar aí sem que ninguém faça nada?? - disse a mulher, que não teve o nome revelado. INdiciados Até o momento, onze pessoas foram indiciadas. São elas: Dênis Gonçalves de Melo (foragido) e sua esposa, Girlene Santos Silva; o advogado José Carlos Ângelo, o proprietário do Cocktail e da Xalaco?s, Francisco Geraldo dos Santo; Everton Souza Castro, José Carlos Oliveira Neto, José Carlos Anjos, Celso Rodrigues, Josué Vieira, Jackson da Silva e Maria Patrícia da Silva. O inquérito do caso será remetido à Justiça na próxima segunda-feira (17). |MR

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