Polícia
Sindpol diz que s� negocia com Ab�lio
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os policiais civis em greve há mais de 20 dias interditaram mais uma vez o Centro de Maceió, no trecho da Melo Moraes, em frente ao Palácio dos Martírios, o que acabou provocando congestionamentos em várias ruas do Centro e até na Avenida Fernandes Lima. A rua foi fechada com mesas e cadeiras pelos policiais civis por volta das 8 horas e só liberada perto das 10 horas. Mas a tônica do protesto voltou a ser a ?colisão? entre o Sindicato da Polícia Civil (Sindpol) de Alagoas, com o governador Ronaldo Lessa (PDT). ?O Sindipol não negocia mais com o governador Ronaldo Lessa, porque tememos um confronto, já que ele é uma pessoa desequilibrada e pode haver uma reação do outro lado?, afirmou o presidente da entidade, Carlos Jorge. Segundo ele, o vice-governador Luis Abílio é uma pessoa mais equilibrada e será mais fácil negociar com ele. Só que a opinião de Carlos Jorge diverge da do vice-presidente do Sindpol, Josimar Melo. Ele disse que Lessa ainda é o governador do Estado e por isso detentor da ?chave do cofre?. ?A partir de abril, quando Abílio assumir o governo, passaremos a negociar com ele?. Os policiais civis, que têm data-base em agosto, querem a equiparação dos salários dos policiais operacionais com os chamados especialistas do Tigre e da Oplit, além do pagamento dos adicionais noturnos. O salário base dos policiais especialistas é de R$ 1.330, enquanto o dos operacionais é de R$ 950. Dos 2.200 policiais civis, os policiais da Oplit e Tigre são apenas 200 entre os policiais especialistas. Aquartelamento Já a idéia do aquartelamento das tropas da Polícia Militar, marcada pelos líderes da corporação para a próxima quinta-feira (20), arrefeceu. É que na véspera, os militares serão recebidos em audiência, pelo vice-governador, Luis Abílio, quando pode sair algum tipo acordo. O comandante da PM de Alagoas, coronel Edmilson Cavalcante, não acredita na possibilidade de aquartelamento. ?A tropa hoje está amadurecida e já viveu experiências anteriores, que não deram resultados positivos?, disse o comandante, referindo-se ao último aquartelamento promovido pelos militares, em julho de 2001, durante o primeiro mandato do governador Ronaldo Lessa. O aquartelamento de 2001 resultou na condenação pela Justiça Militar de 6 militares que lideraram o movimento e que receberam penas de até dois anos de prisão.