Polícia
Briga entre assessores vira caso policial
| REGINA CARVALHO Repórter O delegado Marcílio Barenco investiga ameaças de morte entre Humberto Cardoso, assessor do deputado estadual Gilberto Gonçalves e o funcionário da Prefeitura de Rio Largo Almir Fábio Matias. ?Estou enviando o inquérito à Justiça na próxima quarta-feira. Existiu uma briga pessoal entre eles. Por coincidência eles trabalham para políticos. Tenho informação de que essa não é a primeira vez que eles se desentendem?, declarou o delegado. A confusão aconteceu dentro do estacionamento do supermercado ?O Baratão?, em Rio Largo, de propriedade do deputado Gilberto Gonçalves. O não- pagamento de almoços, no valor de R$ 16, no estabelecimento comercial da mãe de Humberto Cardoso, há três meses, foi o principal motivo da briga. Um agente policial, que prefere não se identificar, destacou que Humberto, mais conhecido como ?Beto?, resolveu cobrar a dívida de Almir, o que acabou gerando agressões verbais e físicas. ?Almir devia dinheiro à mãe do Beto e caçoava dela. Isso o irritou?, informou o policial. O funcionário da prefeitura rebate e diz que apenas ele foi vítima. ?Ele me agrediu verbalmente e fisicamente. Apontou uma arma e me ameaçou de morte. Era um almoço de candidatos a uma entidade estudantil, pensei que tinha sido pago, mas não foi?, contou Almir Matias. Almir e Humberto foram ouvidos ontem na delegacia de Rio Largo. No último dia 14, o funcionário público prestou queixa na delegacia do município, onde relatou a ameaça. ?Ele estava no estacionamento do supermercado do deputado e pegou uma arma que estava dentro do carro?, relata. O veículo Palio, de cor branca, de propriedade do assessor de Gilberto Gonçalves, foi levado ao pátio da delegacia para ser revistado. ?Não encontramos nenhuma arma e também nenhuma testemunha viu essa ameaça?, contou Marcílio Barenco. De acordo com ele, houve agressão mútua no dia da briga. Dois seguranças do parlamentar acompanharam o momento em que o veículo foi revistado.