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Estranguladores de crian�a transferidos

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| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Japaratinga - O clima é de tristeza na casa dos familiares de Cícero Cristiano da Silva, 11 anos, morto por estrangulamento no último domingo em Japaratinga, município localizado a 120 km ao norte de Maceió. Parentes não se conformam com a brutalidade que tirou a vida do único filho homem de Benedito Limeira da Silva e Luciene da Silva, pais do adolescente que vendia cocada nas praias para completar a renda familiar. Sem profissão definida, o pai corta cana e recebe entre R$ 150 e R$ 200 por mês, enquanto que a mãe toma conta da casa de taipa onde moram no povoado Bitingui com mais quatro filhas, todas mais novas do que Cristiano. Os acusados teriam cometido o crime para roubar R$ 20, dinheiro conseguido pelo adolescente na sua última jornada de trabalho. ?Por que eles não levaram o dinheiro e deixaram meu filho vivo??, lamentava a mãe de Cristiano, que estava cursando a 5ª série do Ensino Fundamental. O corpo foi encontrado em um riacho às 22h do domingo. Peritos do Instituto de Criminalística chegaram a Japaratinga às 2h da madrugada, examinaram o cadáver em um posto de saúde local, onde ficou até ser removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). LINCHAMENTO O latrocínio - roubo seguido de morte - transtornou a população de Japaratinga que tentou linchar José dos Santos, conhecido como Zé do Nélson, e Juarez Lucas da Silva, popular Chiclete, acusados de cometerem o crime. Os dois foram capturados e transferidos para a delegacia de Matriz do Camaragibe, onde estão em celas isoladas, para impedir novas tentativas de linchamento. Nélson é réu confesso e assume que estrangulou Cristiano com ajuda de Juarez, que nega qualquer participação no caso.

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