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Fam�lia paga resgate e acaba seq�estro

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| IVAN NUNES Repórter São José da Laje - Chegou ao fim na noite da terça-feira (18), o 9º seqüestro em Alagoas, segundo dados da Polícia Militar, sem que ninguém fosse preso pela seqüência de crimes. A família Valença Andrade viveu as últimas 48 horas sob um forte clima de tensão e medo com o seqüestro do estudante Diego Valença Andrade, 19, levado por quatro homens que se diziam ser da Polícia Militar. No momento da ação criminosa a vítima se encontrava numa lanchonete no Centro de São José da Laje, com sua namorada Vanessa e alguns amigos. Diego foi abordado no interior da lanchonete pelos criminosos que o empurraram no Honda Civic da família da vítima. Diego contou que viveu momentos de muito medo. ?Meus contatos com a família, nas 48 horas que passei nas mãos do grupo, foram apenas dois. Um deles foi quando falei com o meu pai e pedi que ele providenciasse o pagamento do resgate, pois temia ser morto?, revela. ?No desespero em obter o resgate, eles chegaram a dizer que meu pai estava brincando e seria preciso dar um tiro no meu pé para que ele ouvisse meus gritos?, completa. Para a mãe do estudante seqüestrado, a funcionária pública municipal Suênia Valença, ?foram momentos de terror?. ?Quando a namorada dele telefonou dizendo que Diego teria sido seqüestrado imaginávamos se tratar de um trote, mas quando tivemos certeza a cidade em peso começou a rezar por ele, prestando solidariedade?, diz Suênia. Um dos interlocutores do seqüestro do estudante foi seu pai Célio Andrade, 47. ?No primeiro contato eles estavam nervosos e pediram R$ 120 mil. Depois de quase duas horas um novo contato foi feito e o valor caiu para R$ 50 mil. Por fim, o acerto ficou em R$ 14,5 mil?. ### Seqüestradores monitoraram pai de vítima no resgate ?Foi um alívio para todos nós. Esse valor era possível aceitar e a partir daí segui as orientações dos seqüestradores?, relata o pai de Diego, Célio Andrade. Andrade disse ainda que o grupo pediu que ele fosse sozinho até o local onde estavam aguardando o dinheiro. ?Ao chegar à antiga Usina Bititinga, o telefone tocou e fui monitorado por eles, que pediram em determinado trecho da rodovia que eu desse um sinal de luz no carro e em seguida acendesse o pisca?. Ao chegar ao local, o seqüestrador pediu que o dinheiro fosse deixado no chão e avançasse alguns metros para a conferência da quantia do resgate. Por fim eles indicaram o local onde Diego se encontrava. ?Paguei o resgate. Cadê o menino? E foi aí que ele disse que a turma que foi pegar o dinheiro ainda não tinha retornado. Momentos depois foi feito o último contato onde localizei o Diego que estava próximo a um posto fiscal, no município de Xexéu, em Pernambuco?, revela Andrade. Diego foi recebido com festa pela família e amigos por volta das duas horas da madrugada. |IN

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