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Mais um bordel � fechado em Alagoas

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MARCOS RODRIGUES Repórter Teotônio Vilela - O combate à prostituição em Maceió, que resultou em indiciamentos e prisão de donos de boates, gerou reflexos no interior do Estado. Ontem, foi identificado mais um foco de prostituição no Agreste de Alagoas. No município de Teotônio Vilela, distante 96 km da capital, a Polícia Militar prendeu a comerciante Maria Quitéria da Silva, 41, proprietária do ?Bar da Nena?. Em seu estabelecimento, que foi interditado, foram encontradas as menores A.P. J. S., 17, e M.C.S.S.,16. Com A.P., a polícia encontrou uma certidão de nascimento de uma pessoa com o mesmo nome (homônima), maior de idade. Por isso ela foi notificada e deverá prestar esclarecimentos ao juiz da Infância e da Adolescência. A operação, que resultou na prisão de ?Nena?, foi acompanhada por integrantes do Ministério Público e do Conselho Tutelar. Ao chegarem ao local, que fica a 50m da delegacia da cidade, as duas menores estavam mantendo contato com clientes, enquanto jogavam sinuca e consumiam bebida alcoólica. Segundo o delegado titular do 9º Distrito Policial, Mário Jorge Barros, foi um telefonema anônimo que levou a polícia até o local. ?Fomos informados da presença das duas menores e montamos a operação em parceria com as outras autoridades?, detalhou Mário Jorge. A dona do bar foi presa em flagrante por exploração e incentivo à prostituição infantil. ?Nena? confirmou que mantém no bar um ponto para a venda de bebidas e um quarto para programas breves. ?Quem vai só pode ficar por meia hora. Eu só tenho um quarto e todo mundo aqui na cidade sabe disso?, disse, acrescentando que até policiais freqüentam seu bar. Sobre a presença das menores de idade no seu estabelecimento comercial, ela alegou que, desde do último sábado, quando as duas apareceram no local pedindo trabalho, solicitou o documento de identidade das jovens. ?Uma delas fingiu até que ligou para a família e prometeu que traria o documento. Sei que é errado ter menores, mas elas me enganaram?, disse Nena, que há 20 anos explora o mercado do sexo no interior alagoano. Nena contou que o atrativo de seu bar são realmente as mulheres. Elas são incentivadas a fazer os clientes consumirem bebidas e petiscos oferecidos no bar. Após o consumo, os que querem terminar a noite com um programa pagam R$ 15,00, sendo R$ 5,00 do quarto e R$ 1,00 do preservativo. À Gazeta, Nena contou que atualmente mantém em seu bar três garotas. As meninas moram no local e, segundo a cafetina, chegam ?por livre e espontânea vontade para trabalhar?. ### Após flagra, jovens voltam para a família A prisão de Nena revelou alguns detalhes de como funciona o negócio de prostituição no interior alagoano. O primeiro deles mostra que estabelecimentos como o dela existem dezenas, a maioria localizada às margens da pista de acesso à cidade. A origem das meninas ou funcionárias, como são chamadas pela proprietária do estabelecimento comercial, é variada. Diante do delegado, ela negou ser agenciadora de mulheres. Mas essa informação ainda não foi confirmada pela própria polícia. ?O inquérito, que apura este caso, é que irá apontar mais detalhes sobre como as menores, por exemplo, vieram parar aqui?, disse o delegado Mário Jorge Barros. Os primeiros levantamentos, porém, apontam para cidades sertanejas. As duas jovens encontradas no ?Bar da Nena? são oriundas da cidade de Batalha. Ambas foram levadas de volta para o convívio da família pelo conselheiro tutelar Edmilson Morais. Esse é o perfil da maioria das mulheres que se prostituem nos bares da cidade de Teotônio Vilela e nos postos de combustíveis em seu entorno. Em um deles a Gazeta flagrou o assédio entre mulheres e caminhoneiros que usam os postos como locais de apoio de suas viagens. O trabalho de combate à prostituição infantil em Teotônio Vilela vai continuar com blitze em outros estabelecimentos, segundo a polícia local. |MR

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