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Preso em liberdade amedronta litoral

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| REGINA CARVALHO Repórter Moradores de Riacho Doce apontam Pedro Bento da Costa, condenado pela Justiça por estupro e assassinato de um menor, como responsável por perseguir e ameaçar crianças do Litoral Norte. Ele conseguiu autorização judicial para tratar da tuberculose e desde o final do ano passado cumpre pena em regime semi-aberto da colônia agroindustrial São Leonardo. ?Ele fala por aí que vai fazer outras mães chorarem como a mãe dele, que ficou triste quando foi preso?, relatou Sandra da Silva Queiroz, moradora do bairro. As menores L.S.S. e E.S.S., as duas com 12 anos, contam que receberam um recado de um primo de Pedro Bento alertando para que tomassem cuidado porque poderiam ser atacadas a qualquer momento. Por causa da ameaça, os pais dos alunos não deixam mais as filhas irem sozinhas à Escola Estadual Antônio Vasco, em Riacho Doce. A diretora da unidade escolar, Sandra Maria Santos Sales, informou que vai pedir ajuda ao Batalhão Escolar para reforçar o policiamento. ?Essa história está sendo contada em toda a região. Infelizmente fazem ronda aqui uma vez ou outra. Por causa dessas denúncias vou pedir reforço. Esse tipo de relato me preocupa. Se isso existe estamos correndo riscos?, destacou a diretora. A delegacia mais próxima de Riacho Doce fica no bairro de Cruz das Almas, por esse motivo os moradores dizem que se sentem desprotegidos. Depois que a notícia se espalhou no bairro, Sandra Queiroz vai buscar todos os dias seus filhos na escola. ?Tenho medo. Quem não tem??, indagou. A mesma opinião tem o vendedor ambulante Erivaldo Guedes do Nascimento. ?Tenho cuidado com meu filho que tem apenas 10 anos. Todo mundo aqui sabe da história desse homem?, completa. Os moradores contam ainda que Pedro Bento estaria tentando infectar outras pessoas com o vírus HIV, utilizando para isso uma seringa. De acordo com uma funcionária do posto de saúde de Riacho Doce, que prefere não se identificar, ele tentou infectar duas pessoas, dentro de um ônibus, no povoado de Pescaria. A família dele nega a acusação. O acusado das ameaças foi atendido na unidade de saúde do bairro no dia 13 do mês passado e submetido a um curativo no pé esquerdo. ?A irmã dele disse que ele sofre com tuberculose resistente. Ficamos com medo, mas temos que atender todo mundo?, destaca a funcionária. A assessoria da Secretaria de Ressocialização informou que não houve investigação policial que apontasse Pedro como responsável pelas ameaças. ?Não existem provas contra ele?, disse a assessora Flávia Duarte.

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