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Comerciante paga R$ 15 mil por esposa

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| EDNELSON FEITOSA Repórter Alagoas registrou mais um seqüestro, uma prática que vem se tornando rotina no Estado, sem que a polícia conseguisse prender os responsáveis. O comerciante Antônio Henrique da Silva, 51, pagou R$ 15 mil de resgate ao grupo de seqüestradores que manteve refém, por quase 72 horas, sua esposa, Maria do Socorro Souza da Silva, 56. Ele temia pela vida da mulher, que sofre de hipertensão arterial e foi levada de sua residência no município de Messias, na noite da última terça-feira. A vítima foi localizada por policiais da Delegacia do 8º Distrito, sob o comando do chefe de operações, Edilton Alves de Araújo, vagando pelo canavial da usina Cachoeira do Meirim, próximo ao complexo Benedito Bentes. Ela tinha muitos hematomas, pois permaneceu todo o tempo do seqüestro amarrada dentro do canavial. Segundo o comerciante Antônio Henrique, que atua no ramo de combustíveis, oito homens encapuzados invadiram sua casa, por volta das 19 horas da última terça-feira, e além de seqüestrar a dona da casa, ainda levaram equipamentos eletroeletrônicos, a exemplo de televisor, DVD, receptor da parabólica e aparelhos celulares. Ainda de acordo com o comerciante, os seqüestradores fugiram em seu veículo Palio, placa MUQ 8559/AL. Poucos minutos após o comerciante comunicar o seqüestro à polícia, por meio de um Boletim de Ocorrência, na manhã de quarta-feira, os policiais civis Josivaldo Farias e Jairo Pereira, de plantão na Delegacia do 8º Distrito, foram informados da localização de um Palio abandonado num canavial, nas imediações da Cachoeira do Meirim. O veículo foi recolhido ao pátio da distrital. Negociação Na madrugada de quarta-feira, o bando telefonou para o comerciante exigindo o pagamento de R$ 200 mil pelo resgate da esposa. As negociações duraram todo o feriado de Finados e, por volta da meia-noite de quarta-feira, os seqüestradores concordaram em receber R$ 15 mil e libertar a mulher. Dona Maria do Socorro não tinha sido localizada até a manhã de ontem, quando o policiais da Delegacia do 8º Distrito decidiram realizar uma busca nas imediações do local onde o Palio tinha sido abandonado. A vítima estava vagando em meio ao canavial, atordoada, sem saber onde estava nem para onde ir. De imediato, ela foi recolhida pelos policiais e interrogada sobre o caso. Em seguida, foi conduzida para a base do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, que assumiu as investigações do caso.

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