Polícia
Fam�lia paga e Marcela � solta em Satuba
GILVAN FERREIRA EDNELSON FEITOSA Repórteres A estudante Marcela Ricciardi foi liberada ontem à noite, depois que a sua família pagou um resgate de R$ 15 mil aos seqüestradores, que chegaram a exigir o pagamento de R$ 200 mil pela liberdade da estudante. Marcela Ricciardi, que é filha de um empresário responsável por uma empresa que fornece alimentação industrial à Varig, tinha sido seqüestrada na sexta-feira (4), da porta da sua residência no bairro do Tabuleiro do Martins, por quatro homens que usavam um veículo Clio, cor branca. A pedido da família, a polícia vinha acompanhando o caso a distância, mas policiais especialistas em seqüestro orientaram a família Ricciardi, que é do Estado do Amapá, na negociação com os seqüestradores. Segundo os policiais, o seqüestro acabou depois que os bandidos aceitaram receber o valor estipulado pela família. Depois de uma negociação, considerada tensa, os integrantes da quadrilha orientaram os parentes da vítima sobre o procedimento para o resgate da estudante. Os bandidos exigiram que o dinheiro fosse levado por uma parente de Marcela em um veículo Gol e fosse deixado na ponte de Satuba, na Rodovia BR- 316. policiais envolvidos Ontem, um dos delegados da Polícia Civil levantou a possibilidade da participação de policiais civis e militares nos seqüestros. O delegado sugere que o grupo mantém uma grande estrutura, sendo mantida por várias pessoas. ?É muito provável que essa quadrilha, que vem realizando os seqüestros, tenha a participação de policiais. Eles descobriram uma forma fácil de ganhar dinheiro e estão copiando o modo de operação de quadrilhas que agem em outros estados?, revelou o delegado, que pediu para não ter o seu nome revelado. PF no Caso Guilherme A Polícia Federal (PF) deve participar das investigações do desaparecimento do estudante Guilherme Magalhães Cabral, 23, filho dos professores da Ufal Otávio Cabral e Belmira Magalhães. Guilherme desapareceu na última quarta-feira, depois de sair de sua residência na Avenida Rotary, para deixar um amigo em um dos bares do bairro do Farol. O veículo do estudante, o Fiesta Sedan, placa MVB- 1039/ AL, foi encontrado um dia depois, carbonizado, no bairro de Jacarecica. O pedido para a PF entrar no caso foi feito ontem pela própria família do estudante. Para a Polícia Civil, o desaparecimento de Guilherme ainda não pode ser considerado como seqüestro, pois até ontem à noite a família do estudante não tinha recebido nenhum pedido de pagamento de resgate. Policiais especializados em seqüestro afirmam que o caso do desaparecimento chama atenção por alguns detalhes. Nos casos mais recentes de seqüestro em Alagoas, os bandidos não levam muito tempo para fazer contato com a família da vítima; como o estudante desapareceu na última quarta-feira, já era esperado pelo menos um primeiro contato, que ainda não aconteceu. Outro fato que chama atenção é que o veículo da vítima foi encontrado carbonizado, o que não é comum, se for analisado o atual modo de operação da quadrilha que vem atuando em Alagoas. Amigos de Guilherme, que é aluno do curso de Marketing da Faculdade de Alagoas (FAL), não escondem a preocupação pela falta de notícias. Eles divulgaram ontem em várias páginas da Internet a foto e o pedido de ajuda para tentar encontrar o estudante.