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Garibalde ajuda a Justi�a e sai da pris�o

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GILVAN FERREIRA Repórter O ex-policial militar Garibalde Amorim, condenado pela morte do tributarista Sílvio Vianna e envolvido com as ações da ?gangue fardada?, teve ontem decretada a sua liberdade condicional pelo juiz Marcelo Tadeu, da Vara de Execuções Penais. Garibalde prestou depoimento durante mais de cinco horas, no Forum de Maceió, no Barro Duro, a três promotores sobre os casos em que esteve envolvido, como também sobre a morte do fazendeiro Fernando Fidélis. Até o final da noite de ontem, o superintendente de penitenciária da Secretaria de Ressocialização, José de Oliveira, ainda esperava o alvará de soltura, que deverá ser emitido só hoje pela manhã. Garibalde deixa o presídio Baldomero Cavalcanti, onde cumpria pena de 32 anos e 10 meses de prisão, após ficar sete anos na prisão. Ele ganhou o direito de cumprir a pena em regime semi-aberto. ?Garibalde está sob a guarda da PM e amanhã [hoje] deve ser liberado. Hoje [ontem] à noite, por um pedido especial do juiz Marcelo Tadeu, o Bope vai fazer a segurança dele no Baldomero, já que os detentos já sabem que ele ganhou a condicional e podem atentar contra a vida dele?, disse Oliveira. Para ganhar a liberdade, o ex-policial fez um acordo com o juiz Marcelo Tadeu, e os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. Ontem, no Forum de Maceió, ele falou durante mais de cinco horas sobre as ações do crime organizado e de pistolagem, e apontou envolvidos em vários crimes considerados insoluvéis no Estado. O contéudo do depoimento de Garibalde foi mantido em sigilo pelo juiz Marcelo Tadeu e os promotores. Crimes esclarecidos A Gazeta apurou que Garibalde Amorim teria revelado detalhes sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, morto no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. O depoimento de Garibalde Amorim sobre a morte de Fernando Fidélis foi reforçado por outras três testemunhas do crime, que decidiram ajudar a Justiça em troca de redução de pena e liberdade condicional. Também foram beneficiados o agente penitenciário Sivaldo dos Santos e o presidiário David dos Santos, que seria um dos autores materias da morte de Fernando Fidélis. A Gazeta teve a informação que, depois das denúncias das três testemunhas, os suspeitos de envolvimento na morte de Fernando Fidélis entraram com o pedido de habeas corpus preventivo. Segundo os promotores, os depoimentos estão ajudando na elucidação do crime, que já estaria ?praticamente? esclarecido. Garibalde teria revelado os autores intelectuais e materias da morte do tributarista Sílvio Vianna. Ele continuou negando a sua participação no crime. Segurança A preocupação dos promotores agora passa a ser com a segurança de Garibalde Amorim, considerado um verdadeiro ?arquivo vivo? e testemunha-chave das ações do crime organizado em Alagoas. Garibalde denunciou uma suposta tentativa de assassinato dentro do presídio do Baldomero Cavalcanti e já tinha pedido a sua transferência para a sede da Polícia Federal. Ele seria alvo da vingança dos seus antigos aliados, entre eles o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. Informações ao MP Garibalde já vinha ajudando o Ministério Público desde novembro do ano passado, quando rompeu com Cavalcante. O fazendeiro Fernando Fidélis também passou a colaborar com a Justiça e por isso teria sido assassinado. Apesar de ter sido beneficiado pelo regime semi-aberto, Garibalde vai ter que se apresentar periodicamente ao juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu, e não poderá deixar o Estado de Alagoas, sem autorização da Justiça. O advogado de Garibalde Amorim, Iran Nunes, disse que a liberdade dele seria amparada pela própria Justiça. ?Ele já tinha cumprido 7 anos da pena e já teria o direito a ser beneficiado pelo regime semi-aberto ou condicional?, esclareceu Nunes. ### Delegado Barenco se afasta do caso Fidélis O delegado Marcílio Barenco se afastou ontem da presidência do inquérito que apura o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no dia 28 de outubro no presídio Baldomero Cavalcanti. ?Estou deixando o caso e os motivos estão diretamente ligados ao grande número de processos que eu tenho na delegacia de Rio Largo e um outro é de foro íntimo, que eu não quero comentar?, disse. Até o início da noite de ontem, a cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS) ainda não tinha indicado um novo nome para substituir Barenco, que assumiu o caso em caráter especial. O diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, disse ontem, em seu gabinete, na Secretaria de Defesa Social, que o afastamento do delegado Marcílio Barenco, como presidente do inquérito policial que investiga o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, deu-se a pedido do próprio, e que ainda não tem um nome para substituí-lo. ?Não sei ainda quem ficará no caso, já que o inquérito está na Justiça, e espero o retorno. Porém, pode acontecer do juiz encaminhar o processo direto para o Ministério Público?, adiantou Davino, reforçando que Barenco teria alegado acúmulo de trabalho e motivo pessoal para se afastar do caso. Os promotores públicos Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça se disseram supreso com a decisão de Barenco, que, segundo o delegado, ainda não tinha sido comunicada oficialmente ao MP. ?É uma grande surpresa para mim. O Barenco é um delegado íntegro e estava fazendo um bom trabalho?, disse o promotor Alfredo Gaspar de Mendonça. |GF E BL

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