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Acusados de crime come�am a ser indiciados

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| EDNELSON FEITOSA Repórter O delegado Jobson Cabral de Santana, que preside as investigações do atentado contra Cícero de Sales Belém, informou que começa a indiciar suspeitos do crime, no início da próxima semana. Jobson está aguardando orientação da cúpula da Polícia Civil para marcar depoimentos importantes no caso, de pessoas que estiveram com a vítima minutos antes da emboscada, que provocou também a morte do motorista José Alfredo Tenório Filho. APOIO DA PF Na manhã de ontem, o delegado federal Joaci Avelino, que investiga as ações do crime organizado no Estado, confirmou que a Polícia Federal (PF) vai apoiar as investigações comandadas por Jobson Santana, mas desmentiu rumores de que iria assumir o comando das ações, em virtude de dois parlamentares terem sido citados como testemunhas. ?Não é competência da PF, mas estamos garantindo total apoio, inclusive com pessoal, peritos e equipamentos. A PF já participa de outras investigações no Estado?, declarou Avelino. O delegado federal ressaltou que Cícero Belém era alvo de investigação por parte do grupo de combate ao crime organizado, porém isto não abre precedentes para a Polícia Federal apurar o caso, por meio de inquérito. PAI DE ALFREDO A polícia ouviu, na manhã de ontem, o comerciante José Alfreto Tenório, pai de José Alfredo, morto no atentado contra Cícero Belém. Ele declarou desconhecer o envolvimento do filho com uma pessoa comprometida em crimes. ?Meu filho estava morando em Campina Grande e voltou há três meses. Estava desempregado e tentava arrumar um emprego na Telemar, instalando telefones em São Miguel dos Campos, onde resido?, esclareceu ele. Mistério do carro Eles também desconhece a razão de Cícero Belém estar colocando o veículo Polo, preto, que tinha acabado de comprar da ex-vereadora Tânia Fidélis, viúva de Fernando Fidélis, no nome de José Alfredo. ?Ele era um rapaz muito calado. Porém, tenho certeza de que não tinha envolvimento em crimes?, completou o pai da vítima. O delegado Jobson Cabral de Santana confirmou ter marcado o novo depoimento da namorada de Belém, identificada por Dalba, para a manhã de hoje. Ela estava no banco traseiro do carro Polo, no dia do assassinato de Cícero Belém, na terça-feira (1), no Tabuleiro do Martins. Dalba pode esclarecer pontos obscuros como, por exemplo, uma reunião que Belém teria mantido com duas pessoas no Condomínio Albedaran, poucos minutos antes de ser assassinado em pleno trânsito.

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