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Delegado admite: inqu�rito est� parado

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| REGINA CARVALHO Repórter O delegado Dênisson Albuquerque, designado especialmente pela Secretaria de Defesa Social (SDS) para presidir o inquérito policial que apura a morte do eletricista José Joaquim Araújo, admite que ainda não iniciou as investigações. ?Tendo em vista o grande número de processos, vou começar a analisar o inquérito a partir de agora?, disse ontem o delegado. Albuquerque reconhece que recebeu o inquérito há muito tempo, não lembra quando, e acrescenta: ?São cinco volumes. Muita coisa. É um caso complicado, preciso de tempo?. De acordo com o delegado, é difícil conciliar os trabalhos do 10º Distrito Policial (DP) com novas diligências, exigidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) - conforme a Gazeta antecipou ontem - para o esclarecimento da morte do eletricista, ocorrida em julho de 1999. Além de Dênisson Albuquerque, os delegados Reginaldo Assunção e Fernando Arthur foram designados especialmente pela SDS para dar continuidade às investigações. Procurado pela Gazeta, o delegado regional de Novo Lino, Reginaldo Assunção, disse que qualquer informação sobre o caso deveria ser passada por Albuquerque, que preside o inquérito policial. ?Sou um membro da comissão. O melhor é que as informações sejam passadas pelo presidente do inquérito?, afirmou Assunção. Albuquerque, Assunção e Fernando Arthur devem se reunir, nos próximos dias, para discutir o andamento das investigações, juntamente com o diretor da Polícia Civil, Roberto Lisboa. Prazo de dez dias O promotor de Justiça Marcus Mousinho informou que as últimas investigações sobre o crime não apontaram os responsáveis pelo assassinato do eletricista e por isso determinou que a SDS informe, no prazo de dez dias, como está o caso. José Joaquim foi preso sob acusação de que teria assassinado um policial civil, em bar da Ponta Grossa. Depois que saiu da prisão, denunciou que foi espancado por policiais dentro do 1º Distrito. Mas foi morto a tiros. Até hoje os acusados pela morte continuam soltos.

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