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Depoimentos ajudam a esclarecer crime

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REGINA CARVALHO GILVAN FERREIRA Repórteres Sob forte esquema de segurança, o traficante Amauri Soares Ferreira, o Ari do Morro, David dos Santos e Edson Tavares dos Santos, o ?Pé de Cobra?, assassino confesso do fazendeiro Fernando Fidélis, executado dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, no último dia 28 de outubro, foram ouvidos ontem no Fórum de Maceió pelos promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça. Os promotores consideraram importantes os depoimentos de Ari e Pé de Cobra para esclarecer alguns fatos que estavam obscuros. David dos Santos, que fez um acordo com o juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu, para ajudar a elucidar o assassinato de Fernando Fidélis, não foi ouvido pelos promotores. Eles consideram suficiente o seu depoimento na última terça-feira. Mesmo assim, David dos Santos permaneceu até as 19h40 em uma cela do Fórum de Maceió. A mãe de David, Marlene dos Santos, esteve no fórum e ouviu do próprio filho o pedido para que deixe o Estado. Marlene disse que iria acatar o pedido do filho, que, segundo ela, teria revelado o medo de ser assassinado no Baldomero Cavalcanti. ?O meu filho, agora, depois que falou tudo que sabia, está com medo de morrer, mas eu não tenho medo de ser assassinada, pois confio muito em Deus. Eu não acredito nessa história de receber proteção de vida, ninguém garante a vida de ninguém?, disse. Versão negada Já o traficante Ari foi ouvido pela primeira vez sobre o assassinato de Fidélis. De acordo com o promotor Marcus Mousinho, a tese de que a morte do fazendeiro poderia ter ligação com o tráfico de drogas foi levantada pelo secretário de Ressocialização Valter Gama. ?O secretário chegou a levantar essa hipótese, por isso convocamos Ari para um depoimento?, relatou Mousinho, que demonstrou não acreditar na versão de o homicídio ter sido em conseqüência de desentendimentos com Ari. ?Essa história do tráfico partiu do Valter Gama. Nunca soube de qualquer envolvimento do Fernando Fidélis com o tráfico?, acrescentou o promotor. Os depoimentos foram iniciados sem a promotora Karla Padilha, designada pelo procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, para participar das investigações. Ao final dos depoimentos, os promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça anunciaram que o assassino confesso de Fernando Fidélis, Edson Tavares, o Pé de Cobra, seria transferido para a sede da Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto, que também concedeu a liberdade ao presidiário David dos Santos, que teria feito revelações consideradas importantes para o esclarecimento da morte do fazendeiro Fernando Fidélis. Ele foi uma das testemunhas oculares do crime e ainda chegou a ser suspeito de também ter participado do plano para executar Fidélis. Por decisão do juiz Braga Neto, David dos Santos seria levado para outro Estado, pois correria risco de ser assassinado pelos acusados de envolvimento da morte de Fernando Fidélis O juiz Braga Neto também determinou que o traficante Ari fosse levado de volta ao presídio Baldomero Cavalcanti.

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