Polícia
Corpo � achado em campo no Barro Duro
BLEINE OLIVEIRA Repórter O corpo do estudante Guilherme Magalhães Cabral foi localizado ontem, no início da noite, próximo a um campo de futebol no Barro Duro, nove dias após seu desaparecimento. Além do pai, o professor Otávio Cabral, que acompanhou a polícia, a carteira de habilitação, que estava no bolso da calça jeans que ele usava, permitiu o reconhecimento de Guilherme. A polícia localizou o corpo depois de prender João Tenório Gomes, 34 anos, dono do lava-jato ?Carro Limpo?, também no Barro Duro, apontado como articulador da quadrilha que assaltou Guilherme. Além dele, foi preso Ednilton Alexandre dos Santos, 23 anos, que teria disparado os dois tiros que mataram o estudante. O corpo estava praticamente decomposto. Segundo o delegado Cícero Lima, que trabalhou na investigação com o delegado Waldor Coimbra Lou, Guilherme foi vítima de latrocínio (assalto seguido de morte). Com a prisão de dois homens, apontados como responsáveis pelo crime, foi totalmente descartada a hipótese de crime passional. O trabalho da polícia mostrou que o estudante foi morto na noite de quarta-feira, 2, logo depois de ter sido assaltado quando seguia para casa, na Avenida Rotary. O local onde o corpo foi encontrado fica próximo à casa da vítima. Mau cheiro A avaliação da polícia é de que o estudante foi morto por ter reagido ao assalto. Por isso o carro que ele dirigia, um Ford Fiesta modelo Classic, foi queimado no dia seguinte ao assalto. A área onde o corpo de Guilherme foi encontrado é habitada, mas ninguém percebeu que ali havia um cadáver. A razão, explica a polícia, é que no local são colocadas vísceras de aves, o que pode ter disfarçado o mau cheiro provocado pela decomposição do corpo. ### Delegado diz que mataram Guilherme porque ele reagiu O estudante Guilherme Magalhães foi vítima da quadrilha liderada por João Tenório Gomes. Até ontem à noite, cinco integrantes do bando haviam sido identificados e três deles presos pela equipe do delegado Waldor Coimbra Lou, do 7º Distrito Policial. ?Eles mataram porque Guilherme reagiu?, disse o delegado. Na avaliação da polícia, com 1,92 metro de altura, o rapaz acreditou que pudesse dominar os marginais, de estatura inferior a sua. Mas eles estavam armados com um revólver modelo TA (tiro ao alvo), de alta precisão. No corpo do estudante ainda estavam a pulseira e a corrente de ouro que ele usava. A polícia tenta agora localizar e prender três outros integrantes da quadrilha, que costumava roubar carros para assaltar mercearias, farmácias e postos de combustíveis. Além de João Gomes e Ednilton, a polícia identificou como participantes da quadrilha os homens conhecidos como Neguinho, Marreco e Franklin Sena. Este último seria filho de um sargento aposentado da PM. As diligências para prendê-los continuaram por toda a noite de ontem e madrugada de hoje. ?Não vamos sossegar enquanto não chegarmos a eles?, disse o delegado Waldor Coimbra. |BL