Polícia
Policial envolvido na morte de jovem
O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Robervaldo Davino, confirmou que um policial, identificado por Adilson, está sendo investigado como suspeito de envolvimento na quadrilha que assaltou e matou o estudante Guilherme Magalhães Cabral, 23, que havia desaparecido há dez dias. O corpo da vítima foi encontrado num terreno próximo a um campo de futebol no Barro Duro, na noite da última sexta-feira. Segundo o delegado Davino, ficou evidente o envolvimento de Adilson com o dono de um lava-jato, João Tenório Gomes, que confessou à polícia ter emprestado o carro usado pelos matadores de Guilherme. Foi o policial quem levou João Tenório para prestar queixa do suposto roubo de seu veículo Gol, de cor vermelha, como forma de escapar da acusação de ter participação no assassinato do estudante. O que se investiga, declarou o diretor, é se o policial levou o acusado desconhecendo sua culpa no episódio da morte de Guilherme, ou seja, se acreditava que o veículo realmente tinha sido roubado, ou se sabia que o carro tinha sido usado num crime de homicídio. CONFISSÃO João Tenório Gomes, 34, que foi apresentado ontem à imprensa, na companhia de Ednilton Alexandre dos Santos, 24, outro réu confesso do caso, revelou ter emprestado o carro ao amigo, identificado como Fraklin, desconhecendo que ele integrava uma quadrilha de ladrões de carros. Franlkin teria repassado o automóvel para ?Neguinho? e ?Marreco?. ?Eu não sei quem assaltou e matou o rapaz?, declarou ele. O delegado Robervaldo Davino afirmou, porém, que o comprometimento de João Tenório com o bando pode ser muito maior. Existe a suspeita de que ele guardava carros roubados pela quadrilha em seu lava-jato, localizado no bairro do Jacintinho, vizinho à Delegacia de Roubos e Furtos. Os carros roubados pela quadrilha eram usados em assaltos na periferia de Maceió. |EF