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Mec�nico de Bel�m aponta suspeitos

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O mecânico José Antônio Fernandes Júnior, conhecido como Júnior Capeta, prestou depoimento ontem ao delegado do 4º Distrito Policial, Jobson Cabral, e apontou nomes que podem estar envolvidos no assassinato de Cícero Belém. O delegado informou que esses nomes serão mantidos em sigilo, para não prejudicar o andamento do inquérito sobre o caso. Depois de prestar depoimento, Júnior Capeta conversou rapidamente com a imprensa, mas disse que não sabia de nada sobre o assassinato de Cícero Belém. Júnior se considerava irmão de Belém, já que sua mãe teria sido casada com o pai dele. Intrigas No depoimento, ele afirmou que Belém sempre o procurava quando tinha algum problema com os veículos que comprava para revender. E foi com esse negócio que ele teria criado algumas intrigas. Ontem também era esperado o comparecimento de Dalba Carolina Vieira, namorada de Cícero Belém, que estava no carro quando ele foi assassinado. ?Vamos enviar uma nova notificação para ela, para que compareça em outro dia para prestar depoimento?, informou o delegado. ?Estamos também tentando localizar a casa do pai dela? Dalba Carolina conseguiu escapar com vida da emboscada contra Cícero Belém porque estava no banco de trás do carro e se abaixou ao ouvir os tiros. Como os vidros do veículo tinham uma película muito escura, os pistoleiros não perceberam que ela estava dentro do carro. O desempregado José Alfredo Tenório, que estava ao lado de Cícero Belém, também foi assassinado. Polícia Federal O delegado Jobson Cabral pediu a ajuda da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público nas investigações sobre a morte de Cícero Belém. Em liberdade condicional por um assassinato em Maribondo, Belém vinha sendo investigado pela Polícia Federal por envolvimento em roubo de carga, e até mesmo por tráfico internacional de drogas. Belém teria estreito relacionamento com cartéis da Colômbia que têm base no Mato Grosso do Sul. Belém estava prestes a ser preso pela PF, que havia fechado o cerco, inclusive com gravações de telefonemas. Mas, de acordo com a Polícia Civil, o interesse da Polícia Federal em prender Belém teria chegado ao conhecimento dos chefes do crime organizado, que aproveitaram o fato de seu amigo, o fazendeiro Fernando Fidélis, ter sido executado dentro do presídio Baldomero Cavalcanti para realizar o atentado. A vítima tinha acabado de adquirir o veículo Polo, preto, que pertencia à viúva de Fidélis, Tânia Couto. Interesses na morte Ele também vinha colaborando com a Secretaria de Defesa Social nas investigações sobre o assassinato do filho do prefeito de Rui Palmeira, Siloé Moura. ?Várias pessoas tinham interesse na morte de Cícero Belém?, disse do delegado Jobson Cabral, para justificar as dificuldades de elucidar o caso. SUSPEITOS O delegado disse que já tem alguns suspeitos na morte de Belém, mas ainda não há provas suficientes para incriminá-los. Jobson afirma que, particularmente, não vê relação entre o assassinato de Cícero Belém e do fazendeiro Fernando Fidélis. Belém foi assassinado dentro do veículo Polo, placa MUN 2687, que havia comprado da mulher de Fidélis, Tânia Couto. Cícero Belém teria dado - como garantia da compra - um Fiat Uno, mais três mil reais e assumiu as prestações de R$ 1 mil. O carro é avaliado em R$ 45 mil e já estaria sendo arrestado pela Justiça, por atraso no pagamento das mensalidades desde maio.

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