Polícia
Pai jura vingan�a e � morto com 20 tiros
| EDNELSON FEITOSA Repórter O comerciante João Batista dos Santos, 54, foi executado com vinte tiros de pistola, calibre 380, por três homens que fugiram num veículo Palio, de cor prata. O crime ocorreu num trecho da Rua Nossa Senhora Aparecida, na Santa Lúcia, onde a vítima era proprietária de um mercadinho. A nora de João Batista, identificada como Quitéria Alves da Silva, 28, também foi atingida por dois disparos e está internada na Unidade de Emergência Armando Lages. A família de João Batista está assustada, pois o comerciante teve um filho assassinado com 15 tiros de pistola na noite do último dia 1º de abril. João Batista era pai do agente penitenciário Josivaldo Gonçalves dos Santos, 31, na época lotado no presídio Cirydião Durval. Josivaldo Gonçalves foi morto a tiros na calçada da loja de confecções de propriedade de sua esposa, Quitéria Alves, que presenciou a morte do marido. Quitéria chegou a ser perseguida pelos matadores do sogro na noite da última segunda-feira e foi baleada nas nádegas. Testemunha ocular do crime, Quitéria Alves declarou à polícia, na época, não saber quem tinha interesse em matar o agente penitenciário. No entanto, desde a morte do filho, João Batista afirmava para amigos que pretendia se vingar. É possível, segundo policiais amigos de Josivaldo, que as juras de vingança tenham chegado aos ouvidos dos autores do atentado contra o agente, também conhecido por ?Jaca?. O delegado do 5º Distrito Policial, Cícero Alves da Rocha, determinou a abertura de inquérito para investigar o assassinato. Ele espera que a família do comerciante resolva, agora, ?abrir o jogo? e revelar quem são as pessoas que estariam envolvidas nos dois homicídios. Josivaldo Gonçalves era considerado pelos amigos um homem disposto, não tinha medo de nada e dizia não gostar de bandido. Ele, que trabalhou em delegacias de polícia, chegou a ser acusado de ?justiceiro? e também foi processado por falsificação de documento (identidade policial). Foi o terceiro agente penitenciário assassinado em 2005.