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Obstru��o � pris�o pode penalizar SDS

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| GILVAN FERREIRA Repórter O Ministério Público (MP) deve encaminhar hoje ao juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto, o pedido de prisão das autoridades que estão obtruindo a prisão do secretário de Ressocialização, Valter Gama, e do ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, que são suspeitos de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no último dia 28. A decisão do MP foi tomada depois que o diretor-geral da Polícia Civil, delegado Robervaldo Davino, se negou a cumprir o mandado de prisão do secretário Valter Gama - alegando razões emocionais. Até ontem à noite, o secretário Valter Gama e o ex-diretor Jair Macário continuvam foragidos. Segundo a assessoria da Secretaria de Defesa Social, ainda não se tinha nenhuma notícia de Gama e Macário. A assessoria da Defesa Social informou que ainda não tinha sido definido o nome que deverá substituir o ex-diretor Jair Macário, demitido pelo governador Ronaldo Lessa na última segunda-feira, no comando do presídio Baldomero Cavalcanti. A Gazeta foi informada que o secretário Valter Gama e o diretor Jair Macário estavam aguardando o julgamento do pedido de habeas corpus pelo desembargador Sebastião Costa Filho, que deve acontecer hoje ou amanhã à tarde, para então decidir se iriam ou não se apresentar à Justiça. Impasse A fuga de Gama e Macário provocou uma crise entre o Ministério Público e a Secretaria de Defesa Social. Os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar alegaram, no pedido de prisão contra os acusados, que em liberdade eles poderiam ameaçar testemunhas, criar obstáculos para apuração do crime e apagar provas. O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Everaldo Patriota, criticou a posição do governador Ronaldo Lessa e da cúpula da Secretaria de Defesa Social. Patriota disse que o governador Lessa e o secretário Paschoal Savastano devem uma resposta à sociedade. ?O estado de direito está ameçado. O aparelho de segurança está em xeque. Não é possível que o governador Ronaldo Lessa critique a posição de um juiz de Direito, que está cumprindo a lei, que não foi ele que fez. Não se pode descumprir uma ordem judicial, pois há um risco de quebra do estado democrático de direito?, disse ele.

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