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Savastano e Davino podem ser presos

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| GILVAN FERREIRA Repórter O juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto, pode decretar a prisão do secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, e do diretor da Polícia Civil, Robervaldo Davino, por descumprimento dos mandados de prisão contra o secretário de Ressocialização, Valter Gama, e do ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, que são acusados de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis. ?Eu posso determinar a prisão em flagrante do secretário Paschoal Savastano e do diretor Robervaldo Davino, por crime de desobediência, pelo não-cumprimento de uma ordem judicial. O delegado Davino disse ontem que não sabia onde eles estavam, mas prometeu cumprir a decisão judicial. Se eles não forem presos - hoje eu posso tomar uma outra medida. Se avaliar que eles não querem prender essas pessoas posso determinar as suas prisões em flagrante?, esclareceu Braga Neto. Ontem à tarde, o diretor- geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, pediu ao juiz Braga Neto para mudar o local da prisão de Gama e Macário: da Polícia Federal para a sede do grupamento Tigre, onde aguardariam a decisão judicial. O juiz Braga Neto autorizou o pedido de Davino, que teria se comprometido na apresentação de Gama e Macário. Até as 22h de ontem, Davino não tinha apresentado os dois acusados. A Gazeta apurou que Davino tentava ganhar tempo - na expectativa do julgamento do pedido de habeas corpus pelo desembargador Sebastião Costa Filho, que transferiu a sua decisão para hoje. Segundo a assessoria do TJ, Costa considerou que, por se tratar de uma decisão complexa, queria analisar o caso com mais cuidado. ### PF aguarda Lessa para entrar nos casos Fidélis e Belém O superintendente da Polícia Federal, Carlos Rogério Cota, está aguardando um pedido oficial do governador Ronaldo Lessa(PDT) para a entrada da Polícia Federal nas investigações da morte do fazendeiro Fernando Fidélis e do pistoleiro Cícero Bélem. Até ontem à noite, Lessa não tinha encaminhado qualquer tipo de pedido à Superintedência da Polícia Federal, como foi cogitado na última reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, a cúpula da Polícia Civil e Ministério Público. O procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, deve encaminhar ao governador Lessa o pedido para que a Polícia Federal participe das investigações. O Ministério Público (MP) entrou ontem com ação criminal contra o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino. Ele é acusado de não cumprir a ordem de prisão, decretada pelo juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto, contra o secretário de Ressocialização, Valter Gama, e o diretor do Baldomero Cavalcanti, Jair Macário. O MP baseou a denúncia - contra Davino - nas declarações do secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, que garantiu ter entregue ao diretor da Polícia Civil os mandados de prisão contra os acusados e ordenado o cumprimento da decisão judicial. Os diretores do presídio Baldomero, Mário Jorge e José Oliveira e o agente Cristiano Ferreira afirmaram que não receberam nenhuma determinação ou qualquer informação sobre os mandados de prisão. |GF ### Delegados reagem a prisões e fazem crítica a promotores BLEINE OLIVEIRA Repórter Mais de 100 delegados manifestaram ontem insatisfação com a atitude dos promotores Alfredo Gaspar de Mendonça e Marcos Mousinho, que pediram à Justiça a prisão do secretário de Ressocialização, Valter Gama, do diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, e do delegado do 6º distrito, Valdir de Carvalho. ?Foi precipitação, uma medida extrema. As investigações estavam apenas começando?, reagiu o presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), Antônio Carlos Lessa. Na avaliação dele, em havendo razões concretas, os promotores poderiam ter solicitado o afastamento deles (Gama, Macário e Carvalho) dos cargos. Depois desse episódio, alerta o presidente da Adepol, os delegados se sentem inseguros para atuar. ?O pedido de prisão foi feito com base em denúncias de pessoas condenadas pela Justiça, interessadas em se beneficiar da delação premiada?, argumenta, indagando se é possível a categoria atuar sem temor de ?ter a prisão decretada em função do que diz um criminoso?. A avaliação de Antônio Carlos Lessa é de que, da forma como os promotores atuaram, ?qualquer autoridade está sujeita a ver seu nome exposto em função de declarações feitas por condenados e que mudam a versão dos fatos de acordo com suas conveniências?.

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