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Delegado convocar� deputados a depor

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EDNELSON FEITOSA BLEINE OLIVEIRA Repórteres Os deputados estaduais Francisco Tenório (PMN) e Cícero Ferro (PMN) devem ser ouvidos no inquérito que apura o assassinato do pistoleiro Cícero Sales de Belém, ocorrido no dia 2 deste mês, num trecho da Avenida Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro do Martins. Durante a emboscada o motorista José Alfredo Tenório Filho também foi atingido e morreu dias depois na Unidade de Emergência Armando Lages. Eles estavam num veículo Polo, preto, quando foram atacados por dois dos três ocupantes de um Fiat Uno, de cor branca. O delegado Jobson Cabral de Santana, que apura o duplo homicídio, quer informações sobre uma reunião que os parlamentares teriam mantido com Cícero, minutos antes de seu assassinato. A polícia apurou que a vítima tinha saído do Condomínio Aldebaran, na companhia do amigo José Alfredo e da namorada, Dalba, pouco antes de sofrer a emboscada. Testemunhas garantiram que ele se encontrou com os deputados, mas não souberam revelar os pormenores do encontro: é o que o delegado quer saber. Segundo Jobson Santana, os deputados têm o direito de escolher o dia e a hora do depoimento, podendo inclusive ser no prédio da Assembléia Legislativa. ?Eles têm foro privilegiado e não precisarão comparecer à delegacia para serem ouvidos na condição de testemunha?. REUNIÃO Pelo que a polícia conseguiu levantar, Cícero Belém teria ido ao Aldebaran no início da tarde de 2 de novembro. Ele teria mandado o amigo José Alfredo apanhar a namorada, Dalba, com quem pretendia viajar naquele dia para Aracaju. Quando deixava o condomínio, Cícero Belém teria encontrado ?Fernandinho Fidélis?, filho do fazendeiro Fernando Fidélis, morto a tiros dentro do presídio Baldomero Cavalcante, na semana anterior ao atentado. Inclusive, segundo a polícia, o veículo Polo utilizado por Cícero Belém no dia de sua morte havia sido comprado da viúva de Fernando Fidélis, a ex-vereadora de Cajueiro Tânia Couto. A compra teria sido feita no dia anterior e Cícero Belém estava em Maceió para receber a documentação. ?Fernandinho Fidélis? confirmou o encontro com o amigo do pai em frente ao Aldebaran. O atentado ocorreu nas imediações do primeiro retorno após o condomínio. Ontem, por telefone, o deputado Cícero Ferro confirmou ter encontrado Cícero Belém naquele dia, mas negou qualquer relação com a vítima. ?Encontrei com ele no carro do Chico [deputado Francisco Tenório]. Lá em casa não!?, reagiu Ferro, ao ser indagado sobre a presença de Cícero Belém em sua residência. O deputado admitiu responder a qualquer pergunta sobre esse encontro, conforme proposto pelo delegado Jobson Santana. ?Se me perguntarem algo a respeito, não me incomodo de responder?, disse Cícero Ferro. Já o deputado Francisco Tenório, também procurado para entrevista por telefone, não atendeu às ligações da Gazeta. ### Polícia e MP divergem sobre assassinato Desde o início das investigações, o assassinato de Cícero Belém provoca divergências entre o Ministério Público e a Polícia Civil. Os promotores relacionam a morte de Belém ao assassinado do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no Baldomero Cavalcanti, opinião que é contestada pela polícia, inclusive pelo próprio presidente do inquérito, Jobson Cabral de Santana. Para obter maior transparência, o delegado Jobson pretendia que o Ministério Público e a Polícia Federal investissem nas investigações. No entanto, o diretor-geral da Polícia Civil, delegado Robervaldo Davino, discorda de Jobson Cabral, pois acha desnecessária a participação de promotores no inquérito. ?Se houver um desdobramento maior, é possível que seja pedido o acompanhamento do Ministério Público, inclusive com os mesmos promotores que apuram hoje a morte de Fernando Fidélis?, ponderou Jobson Santana. O delegado revelou que as investigações estão adiantadas e que aguarda a qualificação (nome completo e filiação) dos suspeitos para solicitar a decretação de suas prisões à Justiça. Ele advertiu que quem matou Cícero Belém era pessoa do seu círculo de amizade e, por enquanto, não existe supostos mandantes. No entender de Jobson Santana, não há como assegurar que se tratem de pessoas ligadas ao crime organizado ou ao roubo de cargas. O delegado destacou que pretendia contar com o acompanhamento do Ministério Público para ressaltar a transparência das investigações e evitar novo enfrentamento com os promotores. ?Evitar que eles cheguem depois dizendo que havia outra linha de investigação como ocorreu com Marcílio Barenco, que terminou se afastando do inquérito da morte de Fernando Fidélis, por divergências com os promotores?. Barenco alegou excesso de trabalho e motivo pessoal para se afastar. |EF

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