Polícia
Testemunha deve depor em delegacia
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O delegado do 10º Distrito Policial, Denisson Albuquerque, começa a ouvir na próxima semana os acusados do assassinato dos irmãos Cristiano dos Santos, 29, e Luciano dos Santos, 28, durante um motim na quarta-feira no presídio Cirydão Durval. O delegado encaminhou ofício ao juiz da Vara de Execuções Criminais, Marcelo Tadeu, pedindo para que os presos sejam liberados a fim de serem ouvidos na própria delegacia, no Conjunto Eustáquio Gomes, já que a insegurança no presídio continua, com os presos ainda em clima de rebelião. Os acusados na morte dos dois irmãos têm os nomes mantidos sob sigilo. A mesma precaução está sendo tomada por algumas testemunhas do crime, que já prestaram depoimento ao delegado. As testemunhas estão numa área isolada do presídio, para não sofrerem represálias por parte dos presos apontados como responsáveis pela morte dos dois irmãos. Cristiano, que aguardava julgamento por porte de armas, teve a cabeça decapitada, depois de receber 31 facadas no peito. Já Luciano recebeu um golpe profundo no pescoço e 21 no tórax. ### Rubens Quintella continua sob forte vigilância policial Depois de participar da rebelião dessa semana e da morte dos dois irmãos, os detentos do Rubens Quintella aguardam negociações da Comissão Especial, criada pelo governo para tentar conter a onda de rebeliões no Estado. A situação no presídio está aparentemente calma, mas a segurança é feita por policiais da Cavalaria, do Batalhão da Guarda, do Batalhão de Operações Especiais e da Radiopatrulha, que cercam o local para evitar fugas. Cerco Ontem de manhã, o clima era de aparente tranqüilidade no presídio Cirydão Durval, mas o local continua sob forte vigilância de policiais militares. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização, ainda não foi iniciada a reforma das partes do presídio que foram destruídas durante as rebeliões ocorridas no local desde o final da semana passada. Segundo Flávia Duarte, da assessoria de imprensa da Ressocialização, como os estragos foram grandes, será necessário contratar uma empresa para fazer a reforma do prédio. E não há condições de fazer a reforma com os presos alojados no presídio. Nem mesmo os engenheiros do Serveal tiveram condições de entrar no presídio para avaliar o que precisará ser recuperado. Flávia explicou que estava aguardando um posicionamento do novo secretário de Ressocialização, Aurélio Rosendo, que tomou posse ontem, sobre quando será iniciada a reforma da unidade prisional. |FAB