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Rebelados ainda comandam pres�dio

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| GILVAN FERREIRA Repórter Depois de três dias de uma das mais violentas rebeliões no sistema prisional de Alagoas, o presídio Rubens Quintella ainda é comandado pelos rebelados, que atualmente ocupam as duas únicas instalações do presídio que não foram totalmente destruídas durante as 12 horas de rebelião: a cozinha e a escola do presídio. O sistema de segurança ainda não entrou no presídio para realizar a operação ?pente-fino?, que teria como objetivo recolher as armas utilizadas durante a rebelião e prender os acusados de envolvimento na morte dos irmãos Cristiano dos Santos, 29, e Luciano dos Santos, 28 (leia mais na página 15). Os presidiários estão sendo vigiados no pátio pelos agentes penitenciários, que alegam não ter segurança para evitar um novo levante dos presidiários. A Polícia Militar reforçou a guarda externa para evitar fugas. Invasão ainda não O novo secretário de Resssocialização, tenente-coronel Aurélio Rosendo, disse que a operação para retomar o presídio Rubens Quintella ainda está sendo avaliada pela área de segurança. Rosendo disse que não pode haver nenhuma ação precipitada, mas prometeu trazer de volta a tranqüilidade ao sistema prisional. ?Nós estamos avaliando toda a situação. Vamos ter reuniões com os diretores de presídio e demais segmentos para sabermos como agir. O que eu posso garantir é que vamos agir dentro da lei, mas não vai ser nada precipitado. Eu também preciso saber os motivos que levaram a toda essa situação. Vou conversar com o governador e decidir com ele as ações que serão implantadas ?, disse. Entrega de cargo Sobre as mudanças que serão implantadas nos presídios, inclusive as demissões de diretores e funcionários do sistema prisional - Rosendo revelou que ainda não definiu e, por enquanto, não haveria mudanças nos cargos. Ontem, o diretor do Desipe, coronel Cícero Tavares, que estava comandando todas as ações dentro do sistema prisional entregou o cargo. Vizinhos com medo Os moradores do conjunto Gama Lins, que fica vizinho ao presídio, estão assustados com a posssibilidade de uma fuga em massa dos detentos. Segundo a doméstica Rosilene dos Santos, que mora vizinho à cerca que separa a horta do presídio da área residencial, ontem pela manhã ainda era possível ouvir os gritos dos presidiários, que ainda comandam o Rubens Quintella. ?A gente vive com muito medo e já vi várias fugas, mas agora o medo aumentou porque os guardas dizem que o clima está pesado e os presos podem fazer uma nova rebelião lá dentro e se isso acontecer pode haver fuga. A gente nem dorme mais direito e as portas ficam fechadas o dia inteiro?, revelou.

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