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Pol�cia Federal investiga Caso Fid�lis a partir da 2�

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GILVAN FERREIRA Repórter O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, determinou que a Polícia Federal assuma as investigações sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, que ocorreu no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. Fidélis era acusado de estar envolvido em crimes de pistolagem de alto calibre em Alagoas, e sua morte teria sido por queima de arquivo. A decisão de Bastos foi comunicada oficialmente ontem à tarde ao superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Carlos Rogério Cotta, que participa de um encontro, em Brasília, com os superintendentes da Polícia Federal de todos os estados do País. O pedido para a Polícia Federal entrar no caso Fidélis foi feito pelo governador Ronaldo Lessa (PDT) e pelo procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca. Sem polÍcia As investigações policiais sobre a morte de Fidélis foram suspensas depois que o delegado indicado para apurar o caso, Marcílio Barenco, pediu afastamento do caso alegando uma ?alta carga de trabalho? na delegacia de Rio Largo, onde é titular, e por motivos de foro íntimo. Sem a presença da Polícia Civil, as investigações sobre a morte de Fernando Fidélis estão sendo encaminhadas pelos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. O superintendente da Polícia Federal, Carlos Cotta, que já manteve um encontro com os três promotores, deve anunciar na próxima segunda-feira o nome do delegado que vai comandar as investigações e as ações que serão impostas para esclarecer o assassinato de Fernando Fidélis. ### Promotores do caso Fidélis estão sob proteção policial O procurador-geral de Justiça Coaracy da Mata Fonseca vai nomear uma força-tarefa composta de promotores da área criminal para ajudar nas investigações sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis. Coaracy Fonseca deve anunciar os nomes de mais cinco promotores, que vão trabalhar em conjunto com Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. Segurança Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça estão recebendo segurança da Polícia Militar. O reforço foi uma medida preventiva, diante do risco de represálias contra os promotores, autores dos pedidos de prisão do secretário Valter Gama, de diretores do Baldomero e de agentes penitenciários. Os promotores ouviram ontem o depoimento de novas testemunhas do assassinato de Fernando Fidélis. Os nomes e o teor dos depoimentos, segundo os promotores, seriam mantidos em sigilo, para não atrapalhar as investigações. Greve de fome O advogado do chefe da guarda de segurança do presídio Baldomero Cavalcanti, José Jorge dos Santos, que está preso na carceragem da Polícia Federal desde a última segunda-feira, Júlio César Cavalcante, disse ontem à Gazeta que José Jorge iniciou uma greve de fome com o objetivo de protestar contra sua prisão. ?Ele iniciou uma greve de fome ontem pela manhã, inclusive já está debilitado e teve de ser atendido por um médico da Polícia Federal. José Jorge disse que vai falar tudo que sabe sobre a morte do fazendeiro Fernando Fidélis?, garantiu o advogado. José Jorge é acusado de ter entregue a Edson Tavares dos Santos, o Pé de Cobra, a arma para assassinar o fazendeiro Fernando Fidélis. |GF

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