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Mulher � executada na frente das filhas

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| Ednelson Feitosa Repórter Homens encapuzados invadiram a casa e executaram a tiros de pistola, calibre 38, a camareira Josete Ramirez Barbosa, 32. O crime ocorreu no Conjunto Benedito Bentes II, na noite do último sábado. A vítima foi assassinada na frente da filha de quatro anos, que estava deitada na cama com ela. Outra filha de Josete, de apenas dois anos, estava dormindo no mesmo quarto e por pouco não foi atingida por um dos projéteis. Na manhã de ontem, a polícia voltou a ser convocada ao local do crime. A residência de Josete tinha sido arrombada durante a madrugada. Marginais roubaram a geladeira, a televisão e outros objetos de uso doméstico. O marido da vítima, identificado como Aloísio, estava na casa de parentes com as duas filhas. Dona Maria José Ramirez Barbosa, 47, informou à imprensa que a filha era testemunha no inquérito que apura a morte do irmão, Josenildo Ramirez Barbosa, 26, executado a tiros há dois meses. ?Ela sabia que o irmão tinha sido morto pelo Fabrício, que tem uma loja de celular, e pelo Bruno, também conhecido como ?Amiguinho?, que são protegidos por um político que comanda aquela área. ?Minha filha sabia o nome do político?, declarou ela. Segundo dona Maria José, Joseildo tinha sido preso com um revólver pertencente a Bruno. ?Ele perdeu a arma e o ?Amiguinho? queria o dinheiro e dizia que não iria ficar no prejuízo?, revelou ela. ?Minha filha não tinha nada a ver com eles. Eles achavam que ela pretendia exigir providências por parte da polícia?, continuou ela. Quem fala, morre Os vizinhos de Josete se recusam a falar sobre o crime. Na manhã de ontem, um rapaz, que não quis se identificar, afirmou que todo mundo sabe quem tem envolvimento nos dois crimes, mas se recusa a comentar, com medo de sofrer represálias. ?Aqui, quem fala morre?, frisou ele. Dona Maria José acredita que o mesmo grupo que matou sua filha voltou para pegar os objetos, uma espécie de indenização pela arma que seu filho carregava quando foi preso pela Polícia Militar. ?Não tenho mais o que esconder. Se a polícia me perguntar eu conto tudo que sei?, completou a dona-de-casa, afirmando não ter muito mais a perder.

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