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Advogado diz que clientes fazem greve de fome na PF

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| REGINA CARVALHO Repórter Presos desde o dia 14 deste mês, na sede da Polícia Federal (PF), no Jaraguá, sob acusação de envolvimento na morte do fazendeiro Fernando Fidélis, o ex-diretor de disciplina do presídio Baldomero Cavalcanti, Mário Jorge Gomes Bezerra; o agente penitenciário Cristiano Ferreira e o ex-chefe da guarda, José Jorge Santos resolveram fazer greve de fome, segundo o advogado Júlio César Cavalcante. José Jorge não se alimenta desde sexta-feira, dia 18. Entretanto, um dos carcereiros da PF, que prefere não se identificar, disse que eles estão se alimentando normalmente. A Polícia Federal não confirma a greve de fome, mas parentes dos presos informaram que eles estão abatidos e recusam alimentos. ?Eles alegam que estão sendo injustiçados?, destacou o advogado dos acusados, Júlio César Cavalcante, que pediu a revogação da prisão temporária dos três. De acordo com o advogado, os presos queriam falar com a imprensa e contar detalhes sobre o suposto envolvimento deles na morte de Fidélis. Entretanto, a Polícia Federal impediu que a coletiva fosse realizada. ?As normas de segurança da PF são muito rígidas, por isso eles não permitiram esse contato. Eles gostariam de falar com a imprensa, mas não sei o quê. Não me passaram que tipo de informação seria?, acrescentou Júlio César. Socorro Ferreira, mãe do agente penitenciário Cristiano, preso na PF, disse que está com medo. ?Não vou embora daqui porque não tenho para onde ir. Temo morrer, porque não sei o que essa família (Fidélis) pode fazer. Meu filho é inocente?, destacou. Ela contou que seu filho estava de plantão no presídio Baldomero Cavalcanti no dia em que Fidélis foi assassinado.

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