Polícia
PF investiga crime de pistolagem em AL
| GILVAN FERREIRA Repórter O superintendente da Polícia Federal (PF) em Alagoas, Carlos Rogério Cotta, só deve anunciar hoje o nome do delegado federal que vai investigar o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis. A Polícia Federal também deve atuar na morte do pistoleiro Cícero Bélem, que vem sendo investigada pelo delegado do 4º Distrito, Jobson Cabral. Ontem, a promotora Karla Padilha confirmou que a Polícia Federal já vem atuando nas investigações do Ministério Público sobre a morte de Fernando Fidélis. Ela considera que a decisão do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em determinar à Superintendência da Polícia Federal em Alagoas o comando das investigações sobre o caso dará maior apoio às ações do Ministério Público. ?A Polícia Federal já vinha atuando, juntamente conosco, nas investigações sobre a morte de Fernando Fidélis. Agora, com a decisão do ministro Márcio Thomaz Bastos - vai haver um maior apoio nas investigações?, disse Karla Padilha. Reunião O procurador-geral da Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, e os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça devem participar hoje de uma reunião com o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Carlos Rogério Cotta, para definir os detalhes da participalçao da PF nas investigações da morte de Fidélis. Esta reunião estava marcada para o final da tarde de ontem, mas como os promotores estavam participando de júris no Fórum de Maceió, o encontro foi remarcado. Só burocracia Ontem pela manhã, o superintendente Rogério Cotta afirmava que ainda aguardava uma comunicação oficial do ministro Márcio Thomaz Bastos e um ofício do procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, mas, segundo a promotora Karla Padilha, esse trâmite burocrático não seria mais necessário, pois, já tinha sido superado pela decisão do ministro da Justiça. ?Não é necessário o trâmite burocrático, já que a decisão para que a Polícia Federal entrasse no caso Fidélis foi tomada de cima para baixo, ou seja, foi uma decisão do próprio ministro Márcio Thomaz Bastos. Sendo assim, não existe necessidade dessa comunicação burocrática. Só não sei dizer ainda como vai ser a participação da Polícia Federal no caso, mas devemos receber apoio de um delegado federal, de peritos, além dos suportes operacional e técnico?, explicou ontem a promotora Karla Padilha.