Polícia
TJ adia julgamento de habeas corpus
O pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) transferiu para a próxima terça-feira, dia 29, o julgamento do mérito do pedido de habeas corpus do ex-secretário de Ressocialização, Valter Gama, e do ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, acusados de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no dia 28 de outubro deste ano. O adiamento foi motivado pelo pedido de mais prazo pelo relator do processo, o desembargador Sebastião Costa Filho, para analisar o processo, que é considerado complexo. Com o adiamento do julgamento pelo pleno do TJ, formado por 11 desembargadores, o ex-secretário Valter Gama fica em liberdade e o ex-diretor do Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, continua preso na sede do grupamento Tigre. Macário está detido desde a última quinta-feira. Falta ao depoimento Ontem, o ex-diretor Jair Macário não compareceu ao Fórum de Maceió para prestar depoimento aos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. Os promotores foram informados que Macário teria decidido somente falar na Justiça. Jair Macário foi acusado pelos detentos Edson dos Santos Tavares, o Pé de Cobra, assassino confesso do fazendeiro Fernando Fidélis, e David dos Santos, de planejar o assassinato de Fidélis. Segundo as investigações do Ministério Público, Macário foi o responsável pela transferência de Pé de Cobra para o mesmo módulo de Fernando Fidélis. Em seu depoimento, Pé de Cobra disse que recebeu o pedido de diretores do presídio para assassinar Fidélis. Revelou que recebeu como pagamento carteiras de cigarro, além da promessa de uma quantidade de maconha. O assassino de Fernando Fidélis denunciou que teria sido espancado por ordem de Jair Macário depois de ter feito as denúncias aos promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendoça e Karla Padilha. Resguardado Depois dessa denúncia, Pé de Cobra foi transferido para a sede da Polícia Federal e permanece na mesma carceragem, em celas diferentes, de José Jorge de Oliveira, ex-chefe da guarda do Baldomero Cavalcanti, do agente penitenciário Cristiano Ferreira Souza, e do ex- diretor de disciplina Mário Jorge Gomes Bezerra, também presos no mesmo período. O desembargador Sebastião Costa considerou os depoimentos contra Jair Macário suficientes para mantê-lo na prisão. |GF