Polícia
PF apura liga��o de Fid�lis com Bel�m
| GILVAN FERREIRA Repórter O superintendente da Polícia Federal, Carlos Rogério Cotta, e o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, definiram ontem a participação da Polícia Federal nas investigações sobre a morte do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrida no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. Isso significa que a Polícia Civil vai se afastar definitivamente das investigações de Fernando Fidélis. Ficou definido que caberá à PF assumir o inquérito policial, que foi iniciado pelo delegado Marcílio Barenco, e comandar todas as investigações. Até o início da noite de ontem, o superintendente Cotta não tinha definido o nome do delegado. Cotta analisava os nomes dos delegados José Wasginthon Luiz dos Santos, Rogério Caetano e Fernando Castro. O delegado também vai trabalhar com uma equipe de peritos e técnicos da Polícia Federal. Ligação Fidélis/Belém Apesar de ter acertado a transferência das investigações da morte de Fidélis para a Polícia Federal, o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, não descartou a presença da PF nas investigações sobre a morte do pistoleiro Cícero Bélem. ?Nós oficializamos hoje (ontem) a presença da Polícia Federal no comando das investigações da morte de Fernando Fidélis, mas eles já deram a entender que uma coisa está ligada a outra, ou seja, o morte de Fidélis e Cícero Bélem estão ligadas. Nós deixamos claro que a Polícia Federal também pode entrar no caso Belém, eles terão ampla liberdade para agir?, revelou Paschoal Savastano. A Gazeta apurou que a Polícia Civil já teria provas da ligação entre os dois crimes, Fidélis e Bélem perteciam ao mesmo grupo criminoso. A Polícia Civil já tem informações de que Cícero Bélem visitava freqüentemente Fernando Fidélis no presídio Baldomero Cavacanti. Inclusive, em uma das visitas, Cícero Belém negociou com Fidélis o roubo de uma carga de pneus, que teria rendido R$ 150 mil. Já a carga roubada na região de Palmeira dos Índios teria rendido R$ 75 mil para Fidélis, que mesmo preso ainda comandava uma quadrilha de roubo de cargas. O grupo seria formado por mais de 15 homens, atua em várias rodovias estaduais e federais e teria fortes ligações com organismos policiais. Os promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça também estiveram ontem na sede da Polícia Federal. Eles ouviram novamente os depoimentos do ex-diretor de disciplina do presídio Baldomero Cavalcanti, Mário Jorge Gomes Bezerra; o agente penitenciário Cristiano Ferreira e o ex-chefe da guarda José Jorge, que estão presos na carceragem da PF.