Polícia
Ex-PM � suspeito de outro seq�estro
O ex-policial militar Edgelson Ribeiro Guimarães, preso na carceragem da Delegacia de Messias acusado de comandar o seqüestro a um comerciante de Messias, que rendeu um resgate de R$ 12 mil, pode estar envolvido em pelo menos mais um crime do gênero naquele município, ocorrido no início deste mês. Edgelson, expulso pela segunda vez das fileiras da Polícia Militar na última sexta-feira, foi preso pela Polícia Civil no último domingo. Segundo o chefe do Setor de Operações, Pascoal Rodrigues, o ex-militar foi acusado por outros dois integrantes do grupo que seqüestrou o comerciante Antônio Adelino da Silva. Também está preso o mototaxista Fábio Henrique dos Santos. Ele é acusado de ter apontado a vítima para os seqüestradores. Além de Fábio, o mototaxista Leandro Silva de Andrade foi acusado de participação no crime, mas foi colocado em liberdade por ordem judicial. ?Ele continua indiciado no crime, mas vai responder em liberdade?, informou Pascoal. Um quarto acusado de ter participado do seqüestro foi identificado como José Cícero dos Santos, mas se encontra foragido. ?Outros dois homens podem ter envolvimento no homicídio. Mas ainda não foram identificados?, declarou o policial. TELEFONEMA Um telefonema anônimo levou os policiais aos mototaxistas, que confessaram ter participado do crime e informaram o nome dos cúmplices. ?O ex-militar nega ter seqüestrado o comerciante. Mas existem provas de seu envolvimento?, disse o policial. O comerciante Antônio Adelino continua assustado com o que lhe ocorreu na manhã do último sábado. ?Eles me pegaram e colocaram num carro. Fiquei por mais de 12 horas num canavial. Eles me ameaçavam o tempo todo. Me deram socos e pontapés e fizeram ?roleta-russa? no meu ouvido. Tive muito medo de morrer?, reconheceu ele. O comerciante foi colocado em liberdade na noite do último domingo, após o pagamento de R$ 12 mil de resgate. ?Primeiro, eles pediram R$ 100 mil, valor que minha família não conseguiria pagar. Depois, diminuíram. Foi quando receberam o dinheiro?, contou a vítima, ressaltando que foi alertada para o fato de que se fornecesse informações à imprensa ele ou sua família sofreria represálias. |EF