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Mutir�o da Justi�a rev� pena de presos

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| REGINA CARVALHO Repórter O clima de desordem instalado ontem à tarde no presídio Rubens Quintella contrastou com a calmaria registrada pela manhã, com o início de um mutirão feito por cinco defensores públicos, dois advogados e um estagiário com o objetivo de analisar a situação de cada detento e agilizar os processos. ?Olhamos cada caso, conversamos com eles e analisamos os que poderão cumprir a pena em liberdade?, dizia o defensor público João Fiorillo de Souza, que passou mais de sete horas no presídio. Segundo a chefe da Defensoria Pública, Idelva Ferreira Pinto, os presos terão sua situação avaliada pelos defensores. ?Não temos prazo para concluir o mutirão, mas vamos atender todos. A gente precisa saber quem é quem e o tipo de processo a que responde. Dessa forma podemos tomar todas as providências nesses casos?, ressaltou. Ela reforçou que depois do mutirão possivelmente será analisada uma forma de dar maior assistência aos presos do Rubens Quintella, com a presença mais efetiva de defensores, como ocorre nos presídios Baldomero Cavalcanti e Cirydião Durval ReIVINDICAÇÃO ANTIGA Idelva Pinto ressaltou, ainda, que alguns detentos já cumpriram pena e outros deveriam ter sido julgados. ?Durante as rebeliões os detentos sempre falam sobre esse problema. Já iríamos fazer esse trabalho, mas diante dos últimos acontecimentos resolvemos agilizar o mutirão no presídio?, reconhece a chefe da defensoria, confirmando que a agilização dos processos é uma das principais reivindicações dos presos. De acordo com a defensora pública do presídio Cirydião Durval, Minervina Pereira, o primeiro dia de trabalho foi tranqüilo. ?Está tudo indo bem. Ouvimos primeiro os presos que estão na enfermaria para então atendermos os demais?, ressaltou. Com a vistoria nos processos dos presos sub judice, será feita em seguida consulta nas comarcas. ?Basicamente vamos analisar as fichas deles e buscar informações nas comarcas, para eventual defesa e outras providências?, declarou o defensor público João Fiorillo, enquanto atendia um detento. ### Defensor identifica jovem em presídio e aciona diretor Durante o mutirão no presídio Rubens Quintella, os defensores ouviram os presos e detectaram algumas irregularidades. Uma delas envolve J.R.S., supostamente de 17 anos, que também está cumprindo pena no presídio. Ele contou aos defensores que foi preso há quatro meses por envolvimento em assalto no interior do Estado. A direção do presídio foi acionada pelos defensores para responder pelo problema. ?Nesse caso será feito um exame para detectar a idade real dele?, esclareceu o diretor do presídio, José Francisco de Lima, a um dos defensores públicos que conversaram com o menor. A direção do presídio informou que o jovem não tem documentos pessoais e que parentes dele não teriam apresentado provas de que ele realmente tem menos de 18 anos. O caso foi encaminhado à defensora Minervina Pereira, que trabalha no presídio Cirydião Durval. Reforma O diretor do presídio destacou também que a reforma no Rubens Quintella, depois da rebelião da semana passada, está sendo feita inicialmente na cozinha, que ficou totalmente destruída. ?A cozinha já está sendo reformada. Depois vamos ver se tem como fazer a reforma no restante do prédio com os presos dentro. Não dá para saber agora?, informou José Francisco de Lima.|RC ### Clima tenso impede delegado de investigar morte de irmãos O delegado do 10º Distrito Policial (DP), Dênisson Albuquerque, que preside o inquérito sobre o assassinato dos detentos, os irmãos Cristiano dos Santos, 29, e Luciano dos Santos, 28, ocorridos no último dia 16 durante uma rebelião no presídio Rubens Quintella, informou que ainda não tem data para ouvir os oito acusados pelos crimes. Os irmãos foram esfaqueados durante o motim. ?Marquei para ouvi-los essa semana, mas a situação no presídio ainda é complicada depois da rebelião. O diretor do presídio [José Francisco de Lima] disse que quando a situação estiver mais tranqüila vai me comunicar para então eu ouvi-los?, declarou o delegado. Dênisson Albuquerque ressaltou que os acusados serão ouvidos na delegacia, que fica no Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins, e não no presídio Rubens Quintella, onde houve a rebelião. ?É melhor dessa forma. A delegacia é o melhor local para ouvi-los, até para evitar outros problemas. Vou recomeçar os depoimentos quando o diretor entrar em contato comigo?, acrescentou o delegado. Grupos rivais Até agora Dênisson Albuquerquer ouvir dois detentos e um agente penitenciário, que forneceram detalhes sobre a morte dos irmãos. ?Já sei quem matou os irmãos. Entretanto é melhor manter os nomes em sigilo?, declarou Albuquerque. Para o delegado, os dois irmãos foram vítimas de um grupo rival, que já havia se desentendido com eles durante um jogo de cartas dentro do presídio. Luciano e Cristiano foram esfaqueados, sendo que o último teve a cabeça decapitada e jogada no pátio.|RC

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