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Governo estuda afastar Davino do cargo

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| GILVAN FERREIRA Repórter Em rota de colisão com a cúpula da Secretaria de Defesa Social e desgastado com a crise provocada com a prisão do ex-secretário de Ressocialização Valter Gama, o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, deve ser demitido do cargo pelo governador Ronaldo Lessa. Davino, que foi demitido do cargo de secretário de Defesa Social no último mês de agosto, sendo substituído pelo então sub-secretário Paschoal Savastano, tem demonstrado insatisfação com as mudanças provocadas na pasta. Na semana passada, Davino recebeu o primeiro sinal de que o seu cargo estava em risco. O governador Ronaldo Lessa nomeou o delegado Flávio Saraiva para o cargo de gestor especial da Secretaria de Defesa Social, que tem o mesmo status de sub-secretário. Saraiva e Davino mantêm divergências antigas e são considerados adversários. A indicação de Saraiva serviu para reforçar o poder do secretário Paschoal Savastano, que, segundo a Gazeta, apurou, vinha enfrentando dificuldades para administrar a secretaria devido à forte influência de Davino. O clima de divergências entre Davino e Savastano, que não estão se falando, vinha prejudicando o andamento das ações da Defesa Social. Para tentar contornar a crise, o governador teria decidido afastar Davino, que vem sendo mantido no cargo pela influência do deputado estadual Francisco Tenório (PMN). Além de entrar em rota de colisão com a cúpula da Defesa Social, Davino também teria sido responsável pela crise entre Lessa e o Ministério Público Estadual (MPE). A Gazeta apurou que Lessa já tinha três nomes para escolher como substituto de Davino: os delegados Denisson Albuquerque, Flávio Saraiva e Jobson Cabral. O secretário de Comunicação, Joaldo Cavalcante, negou que o governador tivesse interesse em demitir Davino. ?Essa informação não procede, o governador não tem interesse em demitir o Davino, ele tem a confiança de Lessa?, disse. ### Promotores do caso Fidélis assumem caso Cícero Belém Os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça, que comandam as investigações sobre o assassinato do fazendeiro Fer ando Fidélis, ocorrido no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, foram nomeados ontem pelo procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, para apurar a morte do pistoleiro Cícero Bélem, ocorrida no último dia 2 de novembro, na Avenida Durval de Góes Monteiro. A indicação foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado (DOE) e reforça a tese de que a morte de Cícero Bélem tem ligação com o assassinato de Fidélis. A tese é defendida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Os três promotores vão trabalhar juntamente com o delegado do 4º Distrito Policial, Jobson Cabral, que tinha suspendido as investigações sobre a morte de Belém, enquanto aguardava uma posição do Ministério Público e a entrada da Polícia Federal no caso. Até ontem à noite, o superintendente da PF, Carlos Rogério Cotta, não tinha indicado o delegado para comandar as investigações sobre a morte de Fidélis. A Gazeta apurou que Cotta estava aguardando o posicionamento do governador Ronaldo Lessa sobre a presença de um delegado da Polícia Civil para acompanhar as investigações. Cotta defende o nome de Jobson Cabral, que já atua nas investigações da morte de Cícero Belém. A Gazeta recebeu a informação que a PF estuda a possibilidade de indicar um delegado federal de fora de Alagoas. ?Os delegados daqui estão trabalhando com um volume grande de inquéritos, o que dificultaria a investigação do assassinato de Fidélis?, disse um policial federal, que pediu para não ter seu nome revelado. |GF

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