Polícia
Justi�a quebra sigilos de delegado
GILVAN FERREIRA Repórter O juiz da 8ª Vara Criminal, Maurício Breda, recebeu os relatórios da quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancário do delegado do 6º Distrito da Capital, Valdir da Silva Carvalho, acusado de envolvimento no assassinato do pistoleiro Ebson Vasconcelos da Silva, o Eto. O crime ocorreu no dia 9 de novembro de 2002, no centro de Maceió. Os relatórios foram solicitados pelo Ministério Público Estadual (MPE). O delegado Valdir também teve o pedido de prisão solicitado pelo MP, sob acusação de envolvimento na morte do fazendeiro Fernando Fidélis, no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. Ele obteve habeas corpus preventivo. Ebson Vasconcelos era acusado de envolvimento no assassinato do tributarista Sílvio Vianna, ocorrido em 28 de outubro de 1996, mas negava seu envolvimento no crime, que, segundo ele, tinha sido planejado e executado pelo ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, o ex-soldado PM Garibalde Amorim, condenados a 19 anos e 10 meses de prisão pelo crime, e pelo fazendeiro Fernando Fidélis. Eto também acusava o delegado Valdir Carvalho e o ex-PM Silva Filho, que foram impronunciados pela Justiça. O juiz Maurício Breda vai encaminhar a documentação para análise de peritos e especialistas. Ele marcou para o dia 2 de dezembro o depoimento do delegado Valdir Carvalho, do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e de Ednaldo Bezerra da Costa, este último também acusado na morte de Eto. Esta é a última audiência do processo antes da conclusão do juiz, que deve decidir se manda ou não os acusados a júri popular. ### MP suspende investigações sobre assassinato de Fidélis O Ministério Público Estadual suspendeu as investigações sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, até que seja definida a participação da Polícia Federal (PF) no caso. Enquanto aguardam a PF, os promotores responsáveis pelas investigações do crime, Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça não ouvirão os depoimentos dos acusados e das testemunhas da morte de Fidélis. Sobre o pedido de habeas corpus dos três acusados no crime que estão presos na carceragem da PF - Jair Macário e Jorge Oliveira, ex-diretores do Baldomero Cavalcanti, e do agente penitenciário Cristiano Ferreira - os promotores decidiram não se pronunciar enquanto não for oficializada a participação federal, que deve acontecer na próxima segunda-feira. O prazo da prisão temporária de Jair Macário, Jorge Oliveira e Cristiano Ferreira se encerra no dia 14 de dezembro. ?Vamos esperar uma definição da indicação do delegado da Polícia Federal, que pode querer ouvir o depoimento dos três acusados. Somente depois dessa definição é que o MP vai dar paracer sobre o pedido de liberdade para eles?, disse Marcus Mousinho. |GF ### Assessor parlamentar é suspeito na morte de Belém A morte do pistoleiro Cícero Belém, ocorrida no último dia 2 na Avenida Durval de Góes Monteiro, pode ter tido a participação de um assessor parlamentar da Assembléia Legislativa. A informação foi repassada ao Ministério Público, que assume na próxima segunda-feira as investigações sobre a morte de Belém. Os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça definiram que as investigações sobre o caso vão caminhar em paralelo com as investigações da morte do fazendeiro Fernando Fidélis. Sobre a versão de a morte de Cícero Belém ter tido a participação de integrantes da família Fidélis, os promotores alegam que ainda não é posssível determinar esse elo, mas já teriam indicíos de que a morte de Belém teria ligação com o assassinato de Fernando Fidélis. Os promotores informaram que ainda não tiveram nenhum contato com o delegado da Polícia Civil Jobson Cabral, que investiga a morte de Belém, mas devem ter um primeiro encontro no início da próxima semana. Os promotores também devem reunir informações repassadas pela Polícia Federal sobre as ações de Belém e seu envolvimento com o crime organizado. |GF