Polícia
Pernambucano � preso dando golpe
| EDNELSON FEITOSA Repórter A Polícia Militar (PM) prendeu nessa quinta-feira uma quadrilha que efetuava compra de mercadorias no Supermercado Extra, em Mangabeiras, usando um cartão do Unibanco clonado. Um dos integrantes do bando é pernambucano e confessou ter adquirido o cartão em João Pessoa (PB). Gilmar José da Silva, 46, havia comprado um computador por R$ 1.399,00, pela manhã, e retornou, à tarde, para efetuar a compra de pneus. Antonio Fernandes, funcionário do Extra, informou à polícia que o golpe de Gilmar já havia sido descoberto pela manhã, quando ele levou o computador. Inclusive, ele tentou furtar bebidas. No entanto, ninguém imaginava que ele pudesse voltar à tarde para efetuar novas compras. ?Quando ele entrou na loja passou a ser ?monitorado? pela equipe de prevenção de perdas do supermercado?, disse a testemunha. Desde que foi inaugurado o Extra já acumula prejuízo de R$ 70 mil. O acusado foi detido quando tentou passar no caixa com a mercadoria. Gilmar confessou que não agiu sozinho e entregou os cúmplices: Gervásio Braz Bezerra, 39, presidente do Sindicato das Microempresas de Pequeno Porte de Alagoas, José Carlos da Silva, 57, e Gleyson Souza da Silva, 27. Eles foram presos por uma guarnição da PM no escritório de Gervásio, num prédio da Rua do Comércio. Além do cartão do Unibanco, o estelionatário pernambucano entregou também documentos falsos à polícia. SOLTOS SOB fiança Os acusados foram levados para a Delegacia de Plantão III, em Jaraguá, onde foram autuados em flagrante por crimes previstos no Artigo 171 (estelionato). O sindicalista argumentou para o delegado de plantão que costuma fazer favores para amigos e que era conhecido de Gilmar, mas não sabia que ele estava praticando um crime. Gervásio acrescentou que acompanhou o pernambucano ao supermercado porque ele necessitava comprar pneus e estava sem carro. Inclusive, ele deixou o computador em seu escritório. Os outros dois autuados também negaram participação no golpe. Os três pagaram fiança de R$ 150,00, arbitrada pelo delegado Nivaldo Aleixo, e foram liberados. Gilmar informou, na manhã de ontem, que o delegado se negou a arbitrar sua fiança e, por isto, ele foi encaminhado para a Delegacia de Defraudações, onde deverá permanecer preso. O delegado Nilson Alcântara, que assumiu a presidência do flagrante, tem 10 dias de prazo legal para concluir as investigações e remeter à Justiça.