Polícia
Falta de informa��o impede investiga��o sobre armas
O delegado Denisson Albuquerque ainda não começou a investigar como os dois revólveres usados pelos detentos Antônio ?Carioca? e Marcelo ?Pernambucano? para trocar tiros com agentes penitenciários entraram no presídio Cirydião Durval. O atraso no início da apuração ajuda a apagar os indícios. O delegado informou que, até o momento, não foi comunicado do que realmente ocorreu durante a rebelião da última quinta-feira, quando houve uma troca de tiros entre a guarda interna e os dois detentos. Ele deveria ter recebido um ofício relatando o fato e citando o nome de testemunhas arroladas no local. Ontem, o diretor do Sistema Penitenciário (Desipe), coronel Cícero Tavares, confirmou não haver pistolas entre os detentos, como eles próprios tinham afirmado no momento da negociação. ?Era fantasia dos presos?, ressaltou ele. O advogado deles, que acompanhou a negociação, garantiu que só existiam os dois revólveres: um 38 e outro 32. O coronel da reserva da PM acrescentou que as armas foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística (IC). Um dos detalhes que a Polícia Técnica pode descobrir é a procedência, destacou um perito do IC. O laudo deverá ser encaminhado ao delegado Denisson Albuquerque no máximo em dez dias. Existem especulações de que as armas entraram na última quinta-feira durante a visita. |EF