Polícia
Detentos come�am a ser transferidos
| GILVAN FERREIRA Repórter A Secretaria de Ressocialização iniciou ontem a transferência de detentos do presídio Rubens Quintella. A medida visa possibilitar o início da reconstrução do presídio, que foi destruído depois de quatro rebeliões. Ontem foram transferidos 148 dos 378 detentos para os presídios Cirydião Durval [85], Baldomero Cavalcanti [46], presídio de Arapiraca [11] e seis para o Centro Psiquiátrico Judiciário, antigo Manicômio Judiciário. A reforma, que não tem prazo para ser concluída, vai custar R$ 100 mil aos cofres do Estado. Segundo o secretário de Ressocialização, Aurélio Rosendo, a Secretaria da Fazenda já liberou os recursos para a reconstrução do presídio. ?Nós não temos prazo definido para terminar a obra, mas já recuperamos alguns setores destruídos nas rebeliões, como a cozinha?. Rosendo disse que a transferência dos detentos foi a alternativa encontrada para possibilitar a reforma do Rubens Quintella, que foi o mais atingido pelas últimas rebeliões no sistema prisional de Alagoas. Ele garantiu que a situação nos presídios já está controlada graças a medidas implantadas por ele com apoio da Polícia Militar para garantir a segurança no sistema prisional. ?Hoje, posso afirmar que a situação nos presídios está sob controle. Nós implantamos algumas medidas de segurança, inclusive, ontem, evitamos a fuga de cinco detentos do presídio Cirydião Durval?, revelou Rosendo. Ontem, a Gazeta ouviu integrantes da equipe da Defensoria Pública que estão participando do mutirão para identificar presos que estão em situação irregular nos presídios. ?O clima nos presídios continua tenso e deve aumentar agora com a transferência de detentos do Rubens Quintella para os outros presídios. O nosso medo é que os presos iniciem novas rebeliões, principalmente no Baldomero Cavalcanti, onde o medo tem dominado os detentos?, disse uma das defensoras públicas, que pediu para não ser identificada. Caso Belém Os promotores de Justiça Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça vão se reunir amanhã com o delegado Jobson Cabral, que preside o inquérito sobre a morte do pistoleiro Cícero Belém, assassinado no dia 2 deste mês, para definir os rumos da investigação. Os promotores devem agendar com o delegado a relação das pessoas que serão ouvidas, a necessidade de perícias e a participação da Polícia Federal nas investigações.