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Dirigente do MST � assassinado com 5 tiros na cabe�a

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GILVAN FERREIRA Repórter Atalaia - Um dos dirigentes estaduais do Movimento Sem-Terra (MST), Jaelson Melquíades dos Santos, 25, foi assassinado ontem à tarde, por volta das 13h, com cinco tiros de revólver na cabeça, enquanto dirigia uma motocicleta, na Fazenda Timbozinho, no município de Atalaia, a 68Km de Maceió, por dois pistoleiros, que fugiram em outra moto em direção à BR-316. Os dois usavam capacetes, mas, segundo testemunhas, um deles era magro e tinha olhos claros. Antes de ser assassinado, Jaelson participava de uma aula do curso de Formação de Brigada, com treinamento em ocupação e invasão. O corpo de Melquíades permaneceu por mais de seis horas no local do crime e foi coberto por uma bandeira do MST. Segundo a polícia, a dificuldade de comunicação com as equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do IML teria provocado a demora do transporte do corpo. Melquíades liderava cerca de 600 famílias de seis asssentamentos e acampamentos na região de Atalaia. Ele foi assassinado a menos de 3km do local onde outro líder do MST, José Evanilson, foi assassinado em 2002. A esposa de Jaelson, Maria do Rosário dos Santos, revelou a lideranças do MST que ele vinha sofrendo ameaças de morte. Segundo ela, na última segunda-feira, teria presenciado dois homens desconhecidos rondando o quintal da sua casa, possivelmente, os mesmos que emboscaram Melquíades. A mãe de Jaelson, Margarida dos Santos, também uma sem-terra, estava inconsolável com a morte do filho. O diretor do MST, José Carlos da Silva, que esteve no local do assassinato, disse que Jaelson e outros dirigentes da região de Atalaia vêm sendo ameaçados ?há muito tempo? por fazendeiros daquela região. ?A morte do Melquíades foi um crime encomendado por pessoas que não querem a reforma agrária em Alagoas. Vamos exigir que a Justiça puna os criminosos, que continuam impunes no Estado. Nós já perdemos, em menos de três anos, dois companheiros, o José Evanilson e o Grilo, que foram assassinados aqui na região de Atalaia. Mas infelizmente os autores desses crime continuam em liberdade?, afirmou José Carlos. O delegado de Atalaia, Gilson Rego de Sousa, disse que tem três linhas de investigação para esclarecer o crime, porém a mais provável é de crime por homicído qualificado por encomenda. ?Pelas características do assassinato de Melquíades, há fortes indícios de um crime provocado pela conflito agrário?, disse Gilson de Souza.

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